Sábado, 25 de março de 2017
:
banner
EDITORIAS
Agência UDOP | Açúcar | Biodiesel | Cana-de-Açúcar | Com a palavra... | Combustíveis Fósseis | Diversas | Economia
Energia | Espaço Datagro | Etanol | Investing.com | Investing.com Internacionais | Opinião | TV UDOP | Últimas Notícias
Economia Aumentar a letra    Diminuir a letra
´Financial Times´: Brasileiros sofrem enquanto aguardam reação da economia  

14/03/2017 - Matéria publicada nesta terça-feira (14) pelo Financial Times fala sobre o cenário da economia brasileira. O jornal britânico descreve alguns casos específicos de trabalhadores e empresários.

Se o ano passado foi brutal para a arquiteta brasileira Viviane Mendes, 2017 parece ainda mais precário. Com o Brasil sofrendo a pior recessão da história, seu negócio, que é projetar supermercados para atender as novas classes médias do país, que está crescendo, está à beira do colapso.

Segundo a reportagem anteriormente a arquiteta que era chefe de uma equipe de 12, só restou ela e seu parceiro de negócios. Viviane teve que desistir de seu escritório e apartamento, não tem dinheiro para dirigir seu carro, e teve que trocar a filha de uma escola particular e colocá-la no sistema de educação do estado - o que os brasileiros com qualquer dinheiro evitam.

No Brasil, não são apenas os trabalhadores comuns que estão desempregados, disse Mendes. "Há muitos patrões nas ruas hoje em dia, muitos patrões procurando trabalho."

Times aponta que a situação de Mendes e de milhões de outros brasileiros contrasta com a fortuna do mercado de ações e moeda do país, que se fortaleceram no ano passado com otimismo dos que alguns chamam de "depressão brasileira" .

O governo revelou nesta semana que o Produto Interno Bruto recuou 3,6 por cento no ano passado depois de diminuir um montante semelhante em 2015, com uma forte queda de 0,9 por cento no quarto trimestre, em comparação com o terceiro. No entanto, declarou que a recessão estava terminando, observa o noticiário.

"A economia brasileira começou a mostrar sinais de crescimento", disse um comunicado do ministro das Finanças, Henrique Meirelles.

O diário de finanças avalia que a economia brasileira começou sua queda depois que a ex-presidente Dilma Rousseff, do partido esquerdista dos Trabalhadores, assumiu o poder em 2011, assim como o supercycle global de commodities estava chegando ao fim.

Quando ela foi afastada no ano passado por manipular o orçamento, seu sucessor herdou uma mistura de alta inflação e taxas de juros, uma economia em declínio e um déficit orçamentário explosivo, afirma o Financial Times.

Michel Temer aprovou uma reforma para controlar o déficit orçamentário e começou a enfrentar o que os analistas vêem como custos insustentáveis da pensão do país. A inflação começou a cair e está se aproximando da faixa média do banco central de 4,5% pela primeira vez desde 2012, enquanto o banco central também começou a cortar as taxas de juros de referência, explica o texto.

Os investidores têm aplaudido as mudanças. O índice de referência do Ibovespa subiu 32,7% nos últimos 12 meses e a moeda brasileira, o real, se apreciou 13% em relação ao dólar. A maioria dos economistas concorda que a economia está prestes a se recuperar, mas que a desaceleração mais profunda do que o esperado no final do ano passado significou que isso seria lento.

"O buraco que temos para cavar é mais profundo", disse Alberto Ramos, economista da Goldman Sachs.

A questão-chave para Temer e sua coalizão governante é como restaurar o crescimento suficientemente rápido para deter o aumento do desemprego antes das próximas eleições em 2018, dizem analistas.

A taxa de desemprego atingiu 12,6% em janeiro, com 12,9 milhões de pessoas sem trabalho - 3,3 milhões a mais do que um ano antes.

O presidente já está sob pressão das investigações sobre a corrupção na estatal Petrobras, na qual ele e os membros de sua coalizão de governo foram citados. Ele nega o erro.

Ele também sofre de baixos índices de aprovação, com apenas 10 por cento dos brasileiros classificando seu governo como bom ou excelente em uma pesquisa feita pelo pesquisador Datafolha em dezembro passado.

Para impedir o aumento do desemprego, a economia precisaria crescer cerca de 1-1,5 por cento, disse Ramos, acrescentando que esperava que o mercado de trabalho se estabilizasse no segundo semestre de 2017.

Esse momento não deve chegar tão cedo para muitos brasileiros, como Kecy Kelly Albuquerque de Medeiros, empresário na cidade de Natal, no Nordeste. Ela foi forçada a desfazer seu negócio, um restaurante japonês, após as vendas desmoronaram ano passado. Seu outro restaurante, que oferece mais barato pratos tradicionais brasileiros, também está sofrendo muito com os clientes com pouca liquidez ficar longe.

Ela está renegociar suas contas de cartão de crédito, tirou sua filha da creche e vai vender alguns móveis para tentar pagar suas despesas.

"Estou vendo um psicólogo porque não consigo dormir", disse ela.

Mesmo aqueles que ainda têm emprego estão aterrorizados com as coisas ficando cada vez piores. "Conheço muitas pessoas que perderam seus empregos e não conseguem encontrar outras novas", disse Luciano Santos, um motorista de caminhão. Ele disse que se ficar desempregado, poderia viver com sua mãe, mas sua pensão não seria suficiente para sustentar os dois.

"Eles dizem que este ano será melhor. Vamos ver ", disse ele. "Você só tem que continuar, você não pode se preocupar se você vai perder o seu emprego ou você vai ficar louco."

Fonte: Financial Times
Texto extraído do portal Jornal do Brasil
Enviar por e-mail Imprimir
Clipping de Notícias UDOP
Inscreva-se e receba as novidades do setor.
    
Notícias Relacionadas
24/03/17 - Dólar acentua queda sobre o real com correção e exterior
  - Produtividade da soja no RS está acima das estimativas iniciais
  - Colheita do milho de verão atinge 62% no RS
  - Dólar cai 1%, para o patamar de R$3,10, com correção e exterior
  - Após conclusão de reparos, usina nuclear de Angra 2 volta a operar
  - Consumidores acreditam em inflação de 7,5% nos próximos 12 meses
  - Fundo de US$ 100 milhões irá investir em agricultura sustentável
  - Terceirização irá reduzir custos para o produtor rural, diz liderança
  - BC aumenta projeção de déficit das contas públicas para US$ 30 bilhões este ano
14/03/17 - Geraldo Alckmin e Arnaldo Jardim inauguram investimento de R$ 60 milhões para produção de açúcar no
  Estado
  - Tocantins vai implantar o CAR em 127 municípios
13/03/17 - Lama surgiu onde tribunal barrou obras na BR-163
10/03/17 - Pátria vence leilão de rodovias Centro Oeste Paulista, com ágio de 131%
09/03/17 - Agronegócio apresenta propostas ao presidente Temer
Para enviar a notícia, basta preencher o formulário abaixo.
Todos os campos são de preenchimento obrigatório!
 
´Financial Times´: Brasileiros sofrem enquanto aguardam reação da economia
 
Seu nome:
Seu e-mail:
Destinatário:
E-mail destinatário:
(separe mais de um e-mail por ,)
Comentário:
 
Se não consegue ler a palavra, clique aqui.
Digite a palavra:
 
A UDOP

• Associadas
• Associe-se
• Estrutura Administrativa
• Nossa História
• Missão, Visão e Objetivos
• Medalha da Agroenergia
• Serviços Prestados
• Vídeo Institucional
• Apoio Cultural
• Contatos
Institucional

• Comitês de Gestão
• Convênios e Parcerias
• Legislação
• Sustentabilidade
UniUDOP

• A UniUDOP
• Agenda
• Aulas/Palestras
• Comitês de Gestão
• Congresso Nacional da Bioenergia
• Pós-Graduação
• Qualifica
• Seminário/Workshop
• Apoio Cultural
Imprensa

• Agência UDOP de Notícias
• Últimas Notícias
• Galerias de Fotos
• Mídias Sociais
• RSS
• TV UDOP
• Apoio Cultural
• Contatos
Dados de Mercado

• Boletins
• Comércio Exterior
• Consecana
• Cotações
• Indicador - Açúcar
• Indicador - Etanol
• Produção Brasileira
Serviços

• Biblioteca Virtual
• Bolsa de Empregos
• Bolsa de Negócios
• Calendário de Eventos
• Guia de Empresas
• Índice Pluviométrico
• Pesquisas UDOP
• Previsão do Tempo
• Usinas/Destilarias
Mapas

• Usinas/Destilarias
• Bacias Hidrográficas
UDOP - União dos Produtores de Bioenergia
Praça João Pessoa, 26 - Centro - 16.010-450 - Araçatuba/SP - tel/fax: +55 (18) 2103-0528

2012 - Todos os direitos reservados
Desenvolvimento:
/