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Apesar dos pesares, energia limpa é um caminho sem volta  

14/11/2017 - Motivos para otimismo faltam e muito! O planeta e sua população humana têm passado por inúmeros problemas causados ou amplificados pelas mudanças climáticas, já não bastassem os decorrentes da geopolítica suficientes para causar enormes desequilíbrios (vide os mais recentes: Yemen, Mianmar, Síria, etc, etc, etc).

Mesmo sendo difícil enxergar coisas positivas, uma que vem se destacando é o crescimento das energias limpas e renováveis no Brasil e no Mundo com grande destaque para a Geração Eólica em substituição às fontes fósseis (petróleo, carvão e gás natural).

E, isso não é conversa de ambientalista. Vamos aos fatos.

Em evento paralelo à realização da Conferência do Clima na Alemanha (COP 23), um estudo da Universidade de Tecnologia Lappeenranta (LUT), em parceria com o Grupo Energy Watch (EWG), concluiu que uma transição global para o consumo de eletricidade 100% renovável já não é mais uma realidade de longo prazo, mas algo bem mais próximo no tempo.

Segundo esse levantamento, os investimentos que estão sendo feitos, o potencial energético e as tecnologias disponíveis serão capazes de gerar toda a energia necessária para o consumo planetário quem sabe até antes mesmo de 2050.

"Uma descarbonização total do sistema elétrico até 2050 é possível a um custo o menor do sistema do que hoje com base na tecnologia disponível. A transição energética não é mais uma questão de viabilidade técnica ou econômica, mas de vontade política ", segundo explicou Christian Breyer, principal autor do estudo, professor de Economia Solar na LUT e Presidente do Conselho Científico do EWG.

Essa transição para fontes renováveis, além de capazes de zerar as emissões de gases de efeito estufa do setor elétrico, ainda poderão criar 36 milhões de empregos até 2050, cerca de 17 milhões de empregos a mais dos que os hoje existentes.

Também não é preciso buscar na Conferência Climática os movimentos dessa profunda transformação no consumo energético. Temos aqui mesmo uma realidade cada vez mais próxima de nós brasileiros. Basta dar um pulo em alguns Estados Nordestinos para presenciar uma verdadeira revolução.


Complexo Eólico São Miguel do Gostoso


Recentemente este colunista pode conferir in loco na cidade de São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte, um exemplo do que vem acontecendo com cada vez maior frequência. Foi a inauguração de um parque eólico com potencial energético para produzir 108 MW. O projeto foi desenvolvido pela francesa Voltalia em parceria com a Copel, empresa de energia do Paraná. São ao todo 36 aerogeradores instalados em torres de 120 metros de altura. O investimento foi da ordem de R$ 500 milhões.

Não foi à toa que os franceses e os paranaenses decidiram instalar esse parque no Rio Grande do Norte. Os ventos ali são excelentes para a geração de energia o que faz do estado, o maior produtor de energia eólica do Brasil. Ali já são gerados 1.227 MW (megawatts) em média em 2017 o que representa um aumento de 25,6% em relação ao ano passado.

A Voltalia tem negócios em 16 países e no Brasil está presente desde 2006 com cinco complexos eólicos todos eles localizados no Nordeste.

"Dez anos atrás começamos a ver terras para montar o parque e na época pouco se falava no potencial eólico do Brasil", contou o diretor-geral da Voltalia no Brasil, Robert Klein. E não será de estranhar se a empresa decidir por novos projetos na região já que existe o potencial e a necessidade, o que no ditado popular é traduzido como: "a fome com a vontade de comer".


Principal fonte energética do Nordeste brasileiro


Em recente matéria publicada pelo jornal Correio Braziliense, de autoria da repórter Simone Kafruni, desde abril deste ano a força eólica no Nordeste se fez presente como nunca. Segundo dados levantados pela jornalista junto ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a geração de energia a partir dos ventos tem sido a principal fonte de abastecimento elétrico da região quebrando recordes sucessivos.

Em outubro, ela chegou a superar sozinha todas as outras fontes somadas com 52,6% do total na região Nordeste. A evolução constante nos índices de produção somada à dramática redução nos níveis dos reservatórios que abastecem as usinas hidrelétricas foram as principais razões para se alcançar esse resultado.

Ainda segundo a reportagem, em uma década a geração eólica cresceu vertiginosos 1.772%, passando de 935,4MW para 12.966MW.

A paisagem do Nordeste tem se alterado com esses imensos cataventos que, no meu entender, contribuem para dar um toque especial ao já belíssimo litoral da região. De certa maneira eles também contribuem para quebrar paradigmas quanto ao que representam essas não tão novas formas de gerar energia e apontar os caminhos para um futuro que já chegou.

Ao lado da Solar, outra fonte limpa, renovável e abundante em nosso país (também em crescimento constante, mas ainda à espera de seus dias de glória), teremos um novo momento e uma nova realidade sem a necessidade de queimarmos combustíveis fósseis e destruir o meio ambiente para a construção de novas usinas hidrelétricas na Amazônia.

Pessimismos à parte é possível acreditar em caminhos mais promissores!

13/11/17
Reinaldo Canto - Jornalista
Fonte: Carta Capital
Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores, não representando,
necessariamente, a opinião e os valores defendidos pela UDOP.
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