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Poluição do ar mata mais de 50 mil por ano no país, diz OMS  

02/05/2018 - A poluição do ar em ambientes externos provoca a morte de mais de 50 mil pessoas por ano no Brasil. Este é um dos grandes desafios na saúde pública no país, segundo novo levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS). A entidade tem hoje a maior base mundial de dados sobre qualidade do ar. Cobre mais de 4 mil pontos, desde vilarejos com menos de cem habitantes a cidades com mais de 10 milhões.

O novo relatório trata especificamente da exposição das pessoas a material particulado (MP). É uma poeira fina, com grande impacto sobre a saúde. As fontes de poluição são diversas - podem ser os escapamentos de ônibus, carros e caminhões, a queima de biomassa, a suspensão da poeira do solo, os processos industriais. Ocorre em regiões de guerra e, naturalmente, em regiões desérticas.

A OMS relaciona a poluição a vários problemas de saúde - câncer do pulmão, acidente vascular cerebral, isquemia cardiovascular e infecções agudas do sistema respiratório inferior, como pneumonia.

No mundo, nove entre dez pessoas respiram ar com altos níveis de poluentes. A OMS calcula que 7 milhões de pessoas morrem todos os anos em função da poluição do ar. Idosos e crianças são os mais afetados. "É dramático que nove entre dez pessoas no mundo continuem respirando ar com níveis de poluição perigosos, com poluentes que penetram fundo nos pulmões e no sistema circulatório", diz Maria Neira, diretora do Departamento de Saúde Pública da OMS. "Esse é o maior desafio de saúde pública no mundo."

O novo relatório mede a exposição anual ao material particulado. O diâmetro das partículas é medido no padrão MP 2,5 (2,5 microgramas por m3) ou maiores, MP 10 (10 microgramas por m3). No Brasil, a poluição externa matou 51.820 pessoas em 2016, segundo o estudo da OMS.

Sophie Gumy, especialista técnica e uma das autoras do relatório, alerta para o fato de os dados serem heterogêneos. Algumas cidades monitoram a poluição em alguns anos, e em outros não. Algumas registram apenas as partículas maiores (MP 10).

Em 2016, os dados se referem a 885 lugares. Do Brasil, havia dados de apenas 35 municípios. A fonte é o Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema). Santa Getrudes, no interior paulista, foi a cidade que registrou maior índice de MP 10) em 2016, seguida por Cubatão e Rio Claro.

A cidade brasileira com os maiores níveis de material particulado, dentro do universo de cidades que monitora historicamente o poluente, foi Brasília, em 2013. Na ocasião, o nível registrado foi de 137 microgramas por m3 (MP 10). Brasília tem sofrido com as secas prolongadas e as queimadas no Cerrado. Em 2016, Santa Gertrudes ficou no topo, com 80 microgramas por m3.

Várias das cidades listadas no Brasil com altos índices de material particulado - precisamente no Estado de São Paulo - estão na região dos grandes canaviais. O município de Santa Gertrudes é conhecido como um polo ceramista. Sophie considera complicado comparar os dados atuais com os de levantamentos passados em função da evolução constante da metodologia.

O banco de dados da OMS mostra que cidades no entorno de São Paulo, como Diadema, São Bernardo e Cubatão, melhoraram a qualidade do ar nos últimos anos, mas a população continua exposta a poluentes em níveis acima dos padrões recomendados pela OMS.

Em cidades próximas da cidade do Rio de Janeiro, como Duque de Caxias e Nilópolis, por exemplo, a deterioração do ar aumentou, segundo os dados disponíveis. "Nas Américas em geral, a poluição diminuiu um pouco, a tendência é de baixa, mas isso não quer dizer que as coisas estão bem", diz Sophie.

Países da Ásia e da África são os piores em termos de poluição do ar. A OMS diferencia a exposição à poluição do ar externa e aquela interna, ou dentro de casa. A poluição doméstica é um grave problema em países africanos, onde as pessoas queimam madeira para cozinhar, esquentar ou iluminar suas casas.

Cerca de 3 bilhões de pessoas, ou 40% da população mundial, ainda usam combustíveis ou madeira com essa finalidade.

Fonte: Valor Econômico
Texto extraído do Portal do Sistema Ocepar
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