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Perspectiva: mercado de grãos aguarda relatório do USDA de amanhã  

11/06/2018 - Investidores do mercado futuro de soja, milho e trigo na Bolsa de Chicago (CBOT) devem começar a semana ajustando posições antes do relatório de oferta e demanda de junho que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgará amanhã (12). O mercado segue, entretanto, atento a outros fatores, como o clima nos Estados Unidos, o desempenho do dólar ante o real e as discussões entre os EUA e os seus parceiros comerciais.

Na sexta-feira, os futuros de soja na CBOT recuaram, e o vencimento julho caiu 5 cents (0,51%), para US$ 9,6925/bushel. Na semana, a queda foi de 5,09%. A média dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal indicava que o USDA aumentaria a previsão de produção de soja para 4,293 bilhões de bushels (116,85 milhões de toneladas) em 2018/19, ante 4,280 bilhões de bushels (116,49 milhões de toneladas) previstos em maio. Analistas previam ainda que o USDA elevaria a estimativa de estoque final da safra 2018/19 de 415 milhões de bushels (11,29 milhões de toneladas) para 435 milhões de bushels (11,84 milhões de toneladas). Enquanto isso, a projeção de estoque final da temporada 2017/18 seria reduzida de 530 milhões de bushels (14,43 milhões de toneladas) para 523 milhões de bushels (14,23 milhões de toneladas), segundo os analistas. Para a América do Sul, o mercado esperava que o USDA aumentaria a previsão de produção do Brasil de 117 milhões para 117,5 milhões de toneladas. Já a projeção de safra da Argentina seria reduzida de 39 milhões para 37,8 milhões de toneladas, conforme os analistas.

Para a analista Andrea Cordeiro, da Labhoro, do lado da oferta, é difícil ocorrerem grandes ajustes na produtividade dos EUA neste momento. "A postura que o USDA adota tradicionalmente é fazer correções de produtividade à medida que a safra se desenvolve", disse. Ela ponderou, contudo, que alguns analistas esperam alguma alteração já no relatório de junho. O tamanho da área, ressaltou Andrea, tampouco deve sofrer grandes mudanças, já que no fim do mês o USDA divulga o relatório de área plantada nos EUA. Do lado da demanda, pode haver algum ajuste em exportação em virtude da falta de definição sobre os avanços nas discussões dos EUA com os principais parceiros comerciais. "Está no foco de todo o mercado essa lacuna de informação sobre a negociação entre EUA e China."

Além disso, a safra norte-americana está se desenvolvendo sem percalços, o que reforça a perspectiva de uma boa produtividade em 2018/19. Quanto às condições climáticas nos EUA, não são esperadas adversidades no curto prazo. "O clima está ideal, depois de tanta neve ou falta de chuva (no início da temporada). As condições estão adequadas, e as lavouras estão mostrando um potencial de alta (na produtividade). Claro que o clima daqui para frente é decisivo, é o que vai definir a safra, mas até agora tudo bem." A analista citou que alguns estudos sobre o modelo meteorológico europeu projetavam uma janela de seca nas previsões para 60 dias, mas ponderou que o sistema norte-americano indicou clima próximo da normalidade na projeção para 90 dias. "Neste momento o modelo norte-americano está prevendo condições muito próximas das ideais para o desenvolvimento da safra."

A valorização recente do dólar ante o real também tem pressionado a CBOT. Na sexta-feira, o real voltou a se fortalecer ante a moeda norte-americana, após fortes quedas nas sessões anteriores, mas a percepção é de que esse movimento poderia ser uma mera correção. "A sensação lá fora é de que essa valorização do real é artificial e é momentânea. A expectativa é de que produtor brasileiro volte a estar mais competitivo nas próximas semanas", disse a analista.

O milho deve começar a semana ainda com ajuste antes do relatório de oferta e demanda de junho do USDA. Na sexta-feira, os futuros do cereal subiram após terem recuado nas duas sessões anteriores. O vencimento julho avançou 1,50 cent (0,40%) e terminou a US$ 3,7775/bushel. A queda na semana foi de 3,51%. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal esperam que o USDA reduza a sua previsão de estoque final da temporada 2017/18 de 2,182 bilhões de bushels (55,42 milhões de toneladas) para 2,163 bilhões de bushels (54,94 milhões de toneladas). A projeção de estoque no fim do ciclo 2018/19 também deve ser cortada de 1,682 bilhão de bushels (42,72 milhões de toneladas) para 1,642 bilhão de bushels (41,71 milhões de toneladas). Já a previsão de produção de milho dos EUA em 2018/19 aumentaria de 14,04 bilhões de bushels (356,62 milhões de toneladas) para 14,072 bilhões de bushels (357,43 milhões de toneladas), segundo analistas. Um movimento de cobertura de posições vendidas também sustentou as cotações no fim da semana passada. O número de contratos abertos no mercado futuro de milho na CBOT aumentou para um patamar recorde, em meio a recuos recentes nos preços, um sinal de que traders vinham apostando muito na queda das cotações.

Outra questão que pode pesar sobre a CBOT é o fato de que o encontro do G7 no Canadá agravou ainda mais as diferenças entre os EUA e seus tradicionais aliados em relação ao comércio e evidenciou o isolamento de Donald Trump entre as nações industrializadas democráticas. O presidente norte-americano disse que outros países tinham mais a perder nas transações com os EUA e ameaçou suspender o comércio com as nações que não atenderem suas demandas - algo que dificilmente será implementado.

Os futuros de trigo terminaram em queda de mais de 1% na sexta-feira na CBOT. O mercado passou por um embolso de lucros após três sessões seguidas de alta. Investidores também se preparavam para o relatório de oferta e demanda do USDA. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal esperam que o USDA aumentará a sua previsão de estoque final da safra 2017/18 dos EUA de 1,070 bilhão de bushels (29,12 milhões de toneladas) para 1,079 bilhão de bushels (29,37 milhões de toneladas). Já a previsão de estoque de trigo norte-americano no fim da temporada 2018/19 deve ser aumentada de 955 milhões de bushels (25,99 milhões de toneladas) para 957 milhões de bushels (26,05 milhões de toneladas).

O mercado espera, entretanto, que a projeção de produção de trigo dos EUA em 2018/19 seja revisada para baixo, de 1,821 bilhão de bushels (49,56 milhões de toneladas) para 1,820 bilhão de bushels (49,54 milhões de toneladas). Segundo o serviço meteorológico DTN, o clima quente e a chuva escassa no sul das Grandes Planícies continuam prejudicando parte das lavouras de trigo de inverno. As condições secas que ameaçam a produção no Mar Negro e na Austrália também seguem no radar do mercado. Na CBOT, o trigo para julho caiu 6,75 cents (1,28%) e fechou em US$ 5,20 por bushel. Na semana, o contrato caiu 0,62%.


Café: contratos caem 4,5% na semana

Os contratos futuros de café arábica apresentaram desvalorização de cerca de 4,5% (550 pontos) na semana passada na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), base julho de 2018. As cotações encerraram na sexta-feira (8), a 117,25 centavos de dólar por libra-peso. No período, os contratos marcaram máxima de 124,95 cents (sexta, dia 1º) e mínima de 115,65 cents (quinta e sexta, dias 7 e 8).

O Escritório Carvalhaes, tradicional corretora de Santos (SP), destaca em boletim semanal que a semana passada foi de muito nervosismo, com desvalorizações diárias do real frente ao dólar. Na quinta, a moeda norte-americana subiu 2,25% frente ao real, fechando o dia a R$ 3,9233, maior valor desde março de 2016. Esse nervosismo levou o presidente do Banco Central a anunciar na própria quinta, no início da noite, que oferecerá ao mercado os dólares necessários para conter a desvalorização do real frente à moeda americana, que desde janeiro já atingia 15,54%, informa Carvalhaes. Com a intervenção do banco central brasileiro, dólar recuou 5,34% na sexta, fechando a R$ 3,7050.

Em Nova York, os operadores no mercado de café reagiram às turbulências no mercado financeiro do maior produtor e exportador de café do mundo, derrubando as cotações do café na ICE Futures US na mesma proporção da desvalorização do real frente ao dólar. "O mercado físico brasileiro teve uma semana de poucos negócios", diz Carvalhaes.

O Brasil está na entressafra, o volume de café da atual safra 2017/2018 ainda em mãos de produtores é pequeno e esses produtores não mostraram interesse em vender, de tanta incerteza no cenário político e econômico. "O valor das ofertas oscilou bastante com o descontrole do mercado de câmbio e incertezas no valor dos fretes para a retirada dos lotes que estavam sendo negociados. Ainda são poucos os lotes de café arábica da nova safra que chegam ao mercado e só agora os trabalhos de colheita começam a acelerar", comenta Carvalhaes.

No decorrer da semana foram retirados e pagos os lotes de café que estavam vendidos e não podiam ser transportados em virtude da greve dos caminhoneiros. Os exportadores brasileiros voltaram a executar os serviços de embarque de café, bastante prejudicados pelo movimento grevista. Conforme Carvalhaes, "as incertezas políticas e seus reflexos na economia deverão dificultar o fechamento de negócios no mercado físico brasileiro nesta entrada da nova safra de café. Os cafeicultores tendem a serem ainda mais conservadores em suas vendas. A forte oscilação do dólar frente ao real mostrou que teremos muita instabilidade nos próximos meses e como café é cotado em dólares, é um bom ativo para os tempos de turbulência que enfrentaremos", conclui.

Açúcar: contratos tentar avançar acima de 12,50 cents
O mercado futuro do açúcar demerara na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) tenta retomar os 12,50 cents por libra-peso no contrato julho. Esse patamar foi perdido ao longo desta semana por causa do cenário externo negativo e, principalmente, pela disparada do dólar no Brasil.

Na sexta-feira (8), o contrato fechou com alta expressiva, de 52 pontos, ou 4,43%, a 12,25 cents, ajudado pela queda da moeda norte-americana no País e compras de oportunidade. No entanto, a avaliação de operadores é de que produtores brasileiros pouco aproveitaram a alta do dólar durante a semana passada e evitaram fixações por causa forte volatilidade do período. Na semana, o julho perdeu 2,16%, mas acumula ganhos de 5,79% no período de um mês encerrado na sexta-feira. Em 2018, há um recuo de 18,44%.

Ajuda extra para uma retomada na alta do açúcar pode vir do relatório da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês) com posicionamento de traders no período encerrado na terça-feira passada (5). O documento mostrou que fundos e especuladores reduziam em 62% as apostas na queda dos preços do açúcar na ICE com a baixa da posição líquida vendida de 66.066 de lotes, em 29 de maio, para um saldo vendido de 24.984 lotes, em 5 de junho.

Leticia Pakulski
Fonte: Broadcast Agro
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