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Irã não vai deixar de exportar petróleo, afirma chanceler  

09/08/2018 - O plano dos Estados Unidos para sufocar as exportações de petróleo do Irã não vai dar certo, afirmou o ministro de Relações Exteriores iraniano, Mohammad Javad Zarif, nesta quarta-feira, segundo um jornal local.

Autoridades norte-americanas têm dito nas últimas semanas que vão pressionar países a parar de importar o petróleo do Irã, numa tentativa de forçar Teerã a suspender o desenvolvimento de mísseis convencionais e seu envolvimento em conflitos regionais na Síria e no Iraque.

— Se os americanos quiserem manter essa ideia simplista e impossível em suas mentes, eles também devem saber de suas consequências — disse Zarif ao jornal "Iran". — Eles não podem pensar que o Irã não exportará petróleo, enquanto outros vão exportar.


´Ningém confia nos EUA´

Zarif disse ainda que é difícil imaginar novas negociações com os Estados Unidos quando "ninguém confia" neste país, que voltou a adotar sanções contra Teerã esta semana.

— Imaginem as negociações agora. Como poderíamos confiar neles? — questionou Zarif em entrevista ao canal público Irinn. — Os Estados Unidos ficaram ziguezagueando constantemente, ninguém pode confiar no país.

A primeira rodada de sanções americanas entrou em vigor na terça-feira e inclui bloqueios às transações financeiras e às importações de matérias-primas, além de medidas para impedir as compras no setor automotivo e na aviação comercial.

Uma segunda rodada, marcada para 4 de novembro, atingirá o setor de petróleo e gás, assim como o Banco Central.

O governo dos Estados Unidos, que se retirou em maio do acordo nuclear de 2015 entre o Irã e grandes potências (França Alemanha, Reino Unido, Rússia e China), afirma que deseja exercer "pressão máxima" sobre Teerã com as novas sanções. Mas os países europeus que também são signatários do acordo nuclear se mostraram determinados a salvar o texto e a "proteger os operadores econômicos europeus comprometidos em negócios legítimos com o Irã".

Para Zarif, na prática o que os americanos fizeram foi "montar uma sala de guerra contra o Irã".

— Nós não podemos ser arrastados a um confronto com os EUA ao cair na armadilha desta sala de guerra e acabar num campo de batalha.

O ministro do Petróleo do Irã, Bijan Zangeneh, afirmou que a Organização de Países Produtores de Petróleo (Opep) poderia precisar de uma reunião extraordinária caso a entidade não consiga impedir que seus membros façam alterações em suas produções petrolíferas sem aprovação prévia. O ministro enviou uma queixa formal à Opep após notar que os países-membros já tratavam de fazer ajustes no setor, sem dúvida um reflexo das sanções que se abatem sobre o Irã.


China defende relação com Irã

O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou nesta quarta que suas relações comerciais com o Irã são abertas, transparentes e legais, numa resposta às declarações do presidente americano Donald Trump de que os países que fazem negócios com o país persa devem ser proibidos de negociar com os EUA.

"A China sempre se opôs a sanções unilaterais e jurisdições além-fronteiras", disse a chancelaria em comunicado à Reuters. "Nossa cooperação com o Irã é aberta, transparente e razoável, justa e dentro da lei. Não viola nenhuma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Nossos direitos legais devem ser protegidos".

O país asiático importa de Teerã 650 mil barris ao dia de petróleo bruto, que correspondem a 7% do total importado pelo país no setor. O valor das importações chega a US$ 15 bilhões (R$ 56 bilhões) anuais.


Turquia vai continuar a importar gás natural iraniano

A Turquia continuará a importar gás natural do Irã, cumprindo o contrato de abastecimento de longo prazo que tem com o país persa, mesmo com as sanções americanas, informou o ministro de Energia do país. A declaração do governo turco chega um dia depois de o presidente americano Donald Trump avisar que quem fizer negócios com o Irã não os fará com os EUA.

A Turquia, que faz parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), depende de importações para suprir praticamente todo o seu setor de energia, e Teerã é um fornecedor importante para o país, tanto de gás natural quanto de petróleo. Embora a empresa de refino turca Tupras já tenha cortado importações de petróleo do país persa, parar com todas as importações seria impensável.

Segundo o ministro de Energia turco, Fatih Donmez, o país está em conversações com Washington e espera obter um acordo.

— Temos uma delegação nos EUA neste momento, e há negociações lá sobre vários temas, inclusive o das sanções — explicou Donmez. — Acho que um bom resultado sairá desse diálogo.

Segundo o ministro, 40% da eletricidade gerada na Turquia vem do gás natural, e o contrato com o Irã vale até 2026. Ancara está decidida a importar todos os 9,5 bilhões de metros cúbicos de gás previstos no documento. "Continuaremos com este comércio, pois não podemos deixar nossa população sem luz".

Para Donmez, as sanções americanas são "unilaterais".

— Até a União Europeia está irritada com isso. Estamos fazendo negócios legítimos. E isso é importante para nós, também, para garantir a segurança no abastecimento — afirmou.


Alemanha: EUA devem levar em conta interesses da UE

Por sua vez, o governo da Alemanha deu um recado a Trump: seus porta-vozes afirmaram nesta quarta esperar que Washington leve em conta os interesses europeus na imposição das sanções ao Irã. A União Europeia se comprometeu esa semana a responder ao retorno das sanções americanas ao país persa.

Enquanto isso, em Teerã, o ministro do Trabalho e Bem-Estar Social, Ali Rabiei, foi exonerado pelo Parlamento, em meio à crise na economia iraniana, que sofre com a desvalorização do rial, a moeda local, e altos índices de desemprego.

08/08/18
Fonte: O Globo
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