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O Processo de transição do Brexit  

09/05/2017 - A saída do Reino Unido da União Europeia, já ganha feições definitivas. Em 29 de março passado, ocorreu por parte do Reino Unido, o acionamento formal do mecanismo requerido, através do artigo 50 do tratado de Lisboa, o que garante uma transição entre as partes, com detalhamento das condições de operacionalização até novembro de 2018, posto que em finais de março de 2019, conclui-se o afastamento e a ruptura comercial dos dois blocos, que até parecem, de fato, nunca terem se aglutinado na totalidade,posto que o Reino Unido não adotou em tempo algum o Euro como moeda,mantendo sempre a libra como padrão monetário.

Nessa transição, tanto o Reino Unido como a União Europeia, terão interlocução bastante diferenciada, já havendo até uma Secretaria com Status ministerial para tratar do tema na esfera do Reino Unido, assim como um negociador-chefe por parte da União Europeia.

De imediato surgiram os primeiros incômodos, como a presença dos que sairão, continuando a ter acesso as estratégias de inteligência e de planejamento das novas negociações entre a União Europeia e outros países e blocos, que logo após março de 2019, serão alvo de novas investidas por uma União Europeia já posterior ao "Britain Exit" ou Brexit.

Nesse particular deverão ser fomentados blocos de comércio Internacional de consideráveis potencial e escala, como aquele que vem sendo melhor estruturado, envolvendo o chamado "EFTA" - European Free Trade Association, formado por Suíça, Liechtenstein, Noruega e Islândia, além do universo das negociações já em curso entre a UE /Mercosul, UE /Nova Zelândia e UE e Austrália .

Por outro lado a União Europeia deve apresentar contas financeiras para a consecução do Brexit, que podem ter escala em torno de 100 (cem bilhões) de euros, cifras que deverão, seguramente, sofrer contestações pelos Britânicos, a frente o negociador David Davis que negociará com o colega Europeu; Michel Barnier em questões sensíveis e relativas a Investimentos realizados em Infra-estrutura pela UE no Reino Unido, aposentadorias de funcionários britânicos nas instituições Européias e certa reserva de contingencia para pagamento de empréstimos tomados como um todo pela UE,no passado recente.

Nos dias atuais de tantas conturbações e desencontros mundiais, onde prepondera a ausência dos grandes líderes, torna-se vital a criação de mecanismos efetivos voltados a proteção e respeito aos direitos essenciais a vida humana, cuidado que se requer , tanto em favor dos Britânicos, que continuarão a viver fora das suas fronteiras de origem, assim como quanto aos Europeus que permanecerão habitantes do Reino Unido, números que atingem a mais de três milhões de Britânicos e a novecentos mil europeus ,respectivamente.Esses e outros desafios estão na centralidade da transição ora em andamento, com ambas as partes, de certa maneira tencionando a adoção de caráter "punitivo" no novo desenho geopolítico, eliminando-se por consequência, os benefícios aos que estão de saída, até como forma de evitarem-se os precedentes que estimulem, mais e mais, o enfraquecimento e as consequentes saídas de países de uma grande União de livre comércio entre 28 países, envolvendo mais de quinhentos milhões de consumidores espalhados em cerca de 4,3 milhões de quilômetros quadrados e com elevado Índice de desenvolvimento humano, superior a 0,87 seguramente entre os maiores do planeta. Seria tarefa muito ousada já se delinear como será o relacionamento comercial entre Europeus e povo Britanico, mas o comércio sempre se transforma e evolui, via de regra, em grande propulsor de convergências entre os países, buscando satisfazer necessidades bilaterais de consumo e incrementos no atendimento das necessidades dos povos, potencializando vantagens comparativas entre nações. Essa é a tradição mercantil entre nações que evitam o isolacionismo e que se perpetuam agregando adequadas trocas em comércio exterior.

Renato Augusto Pontes Cunha
Presidente do Sindalcool no Estado de Pernambuco e Vice-Presidente da Federa??o das Ind?strias do Estado de Pernambuco e do F?rum Nacional Sucroenerg?tico
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