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Pesquisador do IFRR cria aditivo de biodiesel com leo de fruta nativa da Amaznia: economia de 40%  

14/06/2018 - A vida til de biodiesel agora pode aumentar em at 300% com o uso do aditivo natural extrado do tucum, uma fruta nativa da Amaznia, conforme revela uma pesquisa desenvolvida pelo professor do Instituto Federal de Roraima (IFRR), Guilherme Turcatel, de 33 anos.

No Brasil, 10% do diesel comum extrado do petrleo vendido ao consumidor com adio de biodiesel, que o combustvel feito a partir de gordura animal ou leo vegetal, como a soja, dend e agora o tucum.

"A estimativa que com o aditivo de tucum adicionado ao biodiesel, aumente em at 300% a vida til do produto. Por exemplo, se o biodiesel sem aditivos durar um ms, o mesmo produto com o aditivo de tucum pode durar at 4 meses", explica o pesquisador.

O estudo sobre o aditivo se iniciou em 2016 e no segundo semestre do ano passado foram feitos os testes que constataram a eficcia do produto. No ltimo dia 4 de junho a inovao foi apresentada no aniversrio de 25 anos do IFRR.

Ele calcula que a utilizao do aditivo de tucum no biocombustvel possa gerar uma economia entre 20% e 40% s empresas do ramo em relao ao sinttico.

"A indstria [de biocombustvel] ter mais economia para produo e posteriormente para comercializao", acrescenta.
Agora, o pesquisador e a instituio aguardam a aprovao da patente pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), que deve analisar o ineditismo da inveno e possibilidade de aplicao em escala industrial.

Toda a pesquisa foi desenvolvida no campus Novo Paraso, regio de Caracara, distante 256 Km de Boa Vista, ao Sul de Roraima.


Recurso natural

O pesquisador explica que o biocombustvel, se exposto muito tempo ao sol ou altas temperaturas, degrada, volta a virar o leo e perde a funo de combustvel.

Para evitar que isso ocorra, so acrescentados aditivos que amentam a durabilidade do produto. E nesta fase que entra o extrato do tucum.

"A ideia inicial utilizar esse recursos naturais para proteger os biocombustveis. Dentre os frutos que estudamos, o que j deu certo foi o tucum. A partir disso, produzimos um extrato e aplicamos no biodiesel e ele funcionou to bem quanto o sinttico", comenta.

O tucum o fruto de uma palmeira nativa da regio Amaznica e comum ser encontrada em reas descampadas. As folhas a assemelham a de coqueiros e o tronco pode atingir at 20 metros de altura.

A venda de diesel comum composto por biodiesel ocorre desde maro deste ano, aps uma determinao do governo federal.

Conforme Turcatel, para ter eficcia no aditivo, adicionado na mistura de biocombustvel pores entre 0,1% e 0,5% de extrato de tucum. Ele garante que mesmo a quantidade sendo pequena, o aditivo consegue aumentar a vida til biodiesel.

"A queima do biocombustvel livre de compostos de enxofre. Ele basicamente composto de gua e gs carbnico, ao contrrio do petrleo, que tem muitas impurezas. Quanto a fuligem, quando tem um motor funcionando, voc quase nem v a fumaa", destaca o pesquisador.

Alm de ser professor e pesquisador do IFRR, Turcatel tambm cursa doutorado em fsico-qumica na Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO), no Paran.

O pesquisador disse ainda que os estudos acerca do aditivo continuam sendo realizados. O prximo passo identificar em quanto tempo o motor fica funcionando com determinada quantidade de combustvel, tendo em vista que os biocombustveis so usados em motores que produzem energia.

Tambm participam do estudo sobre o extrato de tucum trs alunos do curso de agronomia e outros trs pesquisadores, sendo uma professora de biologia e dois agrnomos.


O aditivo de tucum

Segundo o professor, o processo de produo do aditivo do extrato de tucum envolve vrias etapas laboratoriais e dura 12h at chegar ao produto final, entretanto ele no soube informar o custo total para o desenvolvimento da tecnologia.

Por ser produzido em escala laboratorial, Guilherme afirma que no foi necessrio uma grande quantidade de matria-prima.

As coletas dos frutos foram realizadas na rea do prprio campus Novo Paraso. Foram utilizados tambm alguns tucums comprados. Por ltimo foi feita a extrao do leo.

Para a produo do aditivo so utilizados as cascas e as sementes do tucum. A polpa, por sua vez, foram reaproveitadas pelo curso de agroindstria durante as aulas para produo de alimentos e os resduos aplicados compostagem.

"A matria-prima no custa nada, pois so utilizados somente as cascas e sementes. Ou seja, os resduos que seriam descartados. O custo apenas da operao do laboratrio", afirma.


Comercializao

Turcatel afirma ainda que a partir de agora o objetivo apresentar o produto para as empresas. A meta vender o aditivo para cooperativas de produo de biodiesel e refinarias de petrleo.

O pesquisador tambm pretende firmar parcerias para investir neste estudo e aumentar a estrutura de equipamentos, alm de possibilitar aprendizado dos alunos do IFRR interessados na rea da inovao cientfica e tecnolgica.

Outros estudos
Turcatel disse que j havia atuado com a produo e qualidade de combustveis e biocombustveis durante o perodo de formao acadmica em qumica.

Por isso, ele decidiu usar a experincia cientfica na rea para estudar o biodiesel com a utilizao de alguns recursos naturais disponveis na regio Amaznica, em especial o Norte do pas.

Ele disse que o grupo estuda outros cinco frutos de palmeiras da Amaznica, entretanto, no pode dar detalhes sobre essas outras pesquisas.

Jackson Flix
Fonte: Portal G1
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