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Perspectiva: clima nos EUA e guerra comercial continuam no radar do mercado de gros  

06/08/2018 - Investidores dos mercados futuros de soja, milho e trigo na Bolsa de Chicago (CBOT) comeam a semana com as atenes voltadas para a evoluo da guerra comercial entre Estados Unidos e China e para o clima em pontos de cultivo norte-americanos e em outras reas produtoras importantes. Traders tambm devem se preparar para o relatrio mensal de oferta e demanda que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgar no fim desta semana.

Na sexta-feira, os futuros de soja fecharam em alta. Traders aproveitaram os preos mais baixos da commodity para recomprar contratos aps o mercado ter acumulado perda de 2,3% nas duas sesses anteriores, mesmo com o aumento das tenses comerciais entre Estados Unidos e China. O vencimento novembro subiu 4,75 cents (0,53%), para US$ 9,0225 por bushel. Na semana, a soja acumulou alta de 1,92%. O pas asitico anunciou que pretende impor tarifas que variam de 5% a 25% sobre US$ 60 bilhes em produtos norte-americanos. O anncio foi uma resposta a declaraes do governo do presidente Donald Trump de que os EUA podem elevar de 10% para 25% a tarifa que pretendem aplicar sobre US$ 200 bilhes em produtos chineses. "Finalizamos mais uma semana sem resoluo para o conflito comercial que vem se arrastando h meses. Acredita-se que essa guerra s ser resolvida com uma mudana de retrica por parte dos norte-americanos, j que a postura agressiva e protecionista dos Estados Unidos no atrai os chineses para a mesa de negociaes", disse a corretora Labhoro, em comentrio semanal. Para o analista Matheus Gomes Pereira, da ARC Mercosul, declaraes negativas dos dois lados sobre a guerra comercial tm efeito momentneo sobre os preos, porque a continuidade da disputa entre os dois pases j est de certa forma embutida nas cotaes. "Mas qualquer indicao de que Trump tenha encaminhado tentativa de acordo comercial com a China tem espao para ser especulada", apontou.

A menor demanda da China pela soja dos EUA em 2018/19 j o cenrio esperado a menos que os dois pases consigam chegar a um consenso. "O USDA j trouxe uma reduo na estimativa de exportao dos EUA para 2018/19 contabilizando a falta de interesse chins na soja norte-americana", disse Pereira. Na quinta-feira, as vendas semanais dos EUA para as duas safras, 2017/18 e 2018/19, vieram no piso das estimativas de analistas e trouxeram novo cancelamento por parte da China, de 120 mil toneladas de soja norte-americana.

Com relao ao clima nos EUA, os nveis atuais de umidade do solo ainda so adequados, mas a previso para as prximas duas semanas de que uma massa de ar quente de alta presso eleve as temperaturas e torne as chuvas irregulares no cinturo produtor, segundo o analista. Na avaliao dele, o USDA pode trazer, j no relatrio de acompanhamento de safra que divulga hoje, aps o fechamento do mercado, uma reduo na proporo de lavouras em condies boas a excelentes de soja e milho, uma vez que as temperaturas ficaram um pouco acima da mdia na semana passada, com chuvas esparsas nas reas produtoras dos EUA.

Na sexta-feira (10), o USDA divulga o seu relatrio de oferta e demanda de julho. Em relatrio, a Labhoro apontou expectativa de aumento da produtividade dos EUA e dos estoques finais da safra 2018/19 norte-americana. A corretora chamou a ateno para os nmeros de rendimento divulgados pelas consultorias privadas na semana passada. Na quinta-feira, a INTL FCStone projetou a produtividade da soja norte-americana em 51,5 bushels por acre, e, na sexta-feira, a Informa Economics estimou 50 bushels por acre, ante 48,5 bushels por acre previstos pelo USDA em julho.

Quanto ao milho, os futuros terminaram em alta na sexta-feira na CBOT. O vencimento dezembro do gro subiu 3,00 cents (0,79%) e terminou em US$ 3,8425 por bushel. Na semana, o ganho foi de 2,13%. Segundo o USDA, exportadores relataram vendas de 130 mil toneladas de milho de origem opcional para o Vietn, com entrega prevista para o ano comercial 2018/19. Contratos de origem opcional permitem que a commodity tenha origem nos EUA ou em outros pases exportadores. Na quinta-feira, o USDA disse que exportadores venderam 292 mil toneladas de milho da safra 2017/18 na semana encerrada em 26 de julho. Para a safra 2018/19, foram vendidas 986.100 toneladas. A soma das duas safras, de 1,278 milho de toneladas, veio mais prxima do teto das projees de analistas consultados pela Dow Jones Newswires, de 1,35 milho de toneladas. A perspectiva de estoques globais mais apertados deu suporte s cotaes - de acordo com nota da AgResource, a relao estoque-uso do milho a nvel mundial est no menor patamar histrico. Ainda assim, consultorias privadas tm estimado rendimento do milho nos EUA na safra 2018/19 acima dos 174 bushels por acre previstos pelo USDA em julho.

O trigo negociado na CBOT terminou em baixa na sexta-feira. Traders embolsaram lucros aps o mercado ter subido nas quatro sesses anteriores e acumulado ganho de 5,7% no perodo. Apesar da queda, os preos do gro continuam no maior nvel em trs anos, com condies desfavorveis na Unio Europeia, na regio do Mar Negro e na Austrlia. Isso deve reduzir a oferta global e pode resultar em aumento das exportaes norte-americanas. A expectativa de oferta mais apertada vem se refletindo nos preos pagos pelo Egito, um dos maiores importadores de trigo, em licitaes internacionais para compra do gro. Na sexta-feira, traders disseram que o pas comprou 240 mil toneladas de trigo russo e romeno em seu leilo mais recente, por um preo mdio de US$ 237,49 por tonelada, sem incluir custos de frete. O valor representa aumento de 8% ante os US$ 219,80 pagos no leilo anterior. Na CBOT, o trigo para setembro recuou 4,25 cents (0,76%) e terminou em US$ 5,5625 por bushel. O ganho semanal foi de 4,85%.


Caf: contratos caem 2,4% na semana

Os contratos futuros de caf arbica apresentaram desvalorizao de cerca de 2,4% (270 pontos) na semana passada na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), base setembro de 2018. As cotaes encerraram na sexta-feira (3), a 107,75 centavos de dlar por libra-peso. No perodo, os contratos marcaram mxima de 113,40 cents (segunda, dia 30) e mnima de 106 cents (quinta, dia 2).

O Escritrio Carvalhaes, tradicional corretora de Santos (SP), destaca em boletim semanal que, apesar de o dlar recuar em relao ao real, os contratos de caf tiveram uma semana negativa na ICE Futures US, em Nova York.

Conforme Carvalhaes, a chegada de chuvas, moderadas e irregulares, em diversas regies produtoras de caf do Sudeste brasileiro, abrandou a preocupao do mercado com a forte seca dos ltimos meses. Essas chuvas e a notcia que o Vietn, maior produtor de robusta do mundo, em razo do clima bom que favoreceu o desenvolvimento das plantas pode ter na prxima temporada uma safra recorde, ao redor de 30 milhes de sacas, reforaram o "mantra" dirio dos operadores internacionais a respeito da safra recorde brasileira, pressionaram as cotaes, contribuindo para mais uma semana com poucos negcios fechados no mercado fsico brasileiro.

Com baixo nvel das ofertas, os cafeicultores se retraram ainda mais e at na zona da mata, onde os negcios vinham ocorrendo em maior volume, foi difcil encontrar vendedores, diz Carvalhaes.

A corretora comenta, ainda, sobre o forte e rpido crescimento da produo brasileira de cafs Especiais, ao mesmo tempo, crescem as reclamaes com a queda dos prmios pagos pelo mercado para cafs com certificaes socioambientais como Rainforest Alliance, UTZ, Fair Trade, Orgnico, Certifica Minas, Nespresso e 4C. "Aos poucos algumas dessas certificaes passaram a ser mais um custo para o cafeicultor ao invs de um fator de agregao de valor", lamenta Carvalhaes.


Acar: mercado deve tentar retomar nvel de 11 cents

O mercado futuro do acar demerara na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) tenta na sesso de hoje fechar acima da resistncia de 11 cents por libra-peso no contrato outubro. Aps movimentos tcnicos trazerem duas altas consecutivas, agosto comea com alta acumulada de 2,9%, mas 2018 acumula perdas de 28,7%.

Na sexta-feira (3), fundos e especuladores saram s compras e resistncias em 10,77 cents e em 10,80 cents foram rompidas. Os negcios avanaram at 11,05 cents, mas vendas e realizaes puxaram o contrato para baixo at o fechamento em 10,85 cents, alta de 26 pontos ou 2,46%.

Analistas e operadores avaliam como positivo o fechamento do mercado acima das duas resistncias anteriores, sinal de que os futuros da commodity esto baratos para compras de oportunidade. As altas, entretanto, seguem limitadas tecnicamente por fixaes de origem.

Fundos de investimento e especuladores aumentaram o saldo lquido vendido em acar em Nova York, mostrou relatrio da Comisso de Negociao de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em ingls) com posicionamento de traders. Na semana encerrada em 31 de julho, fundos e especuladores estavam com saldo vendido de 134.179 lotes, em comparao com 99.141 lotes no dia 24 de julho.

Leticia Pakulski, Tomas Okuda e Gustavo Porto
Fonte: Broadcast Agro
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