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Quebra da safra de soja deve passar de 30% no Oeste e Sudoeste do Paran  

11/01/2019 - O impacto da falta de chuvas regulares na safra de soja do Paran deve ser significativo nas regies Oeste e Sudoeste do Paran. A estimativa extraoficial do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paran (Seab) de que a quebra de safra seja superior a 30% nessas reas. Nesta semana, o rgo havia divulgado um boletim que aponta que 12% da lavoura paranaense esto em condies consideradas ruins. O relatrio detalhado da safra ser publicado na ltima semana de janeiro.

"Em algumas reas produtoras, principalmente as das regies Oeste e Sudoeste, as perdas devem ser maiores que 30%. Isso ainda no est oficializado, mas as informaes que temos apontam para isso", ressaltou o diretor do Deral, Salatiel Turra, em entrevista ao Sistema FAEP-SENAR-PR.

A tcnica do Departamento Tcnico Econmico (Detec) do Sistema FAEP/SENAR-PR Ana Paula Kowalski explica que a falta de chuvas significativas na fase de formao dos gros prejudicou a produtividade no ciclo atual. O principal impacto recaiu, principalmente, sobre os produtores que fizeram o plantio logo aps o vazio sanitrio. Os sojicultores que plantaram posteriormente ainda podem minimizar as perdas.

"Quem plantou mais cedo, de um modo geral, est tendo um prejuzo maior, porque enfrentou um perodo de estiagem mais crtico em uma fase que as lavouras precisavam de chuva, na fase de enchimento dos gros. Para quem plantou mais tardiamente pode ter uma produtividade maior, se voltar a chover em nveis ideais", diz.

Ainda, a tcnica do Sistema FAEP/SENAR-PR acrescenta que as altas temperaturas registradas nos ltimos 30 dias tambm prejudicaram o desenvolvimento dos gros.

Em dezembro de 2018, quando a estiagem comeou a se agravar justamente no perodo de desenvolvimento das lavouras, o Deral reduziu a estimativa de produo em 500 mil toneladas, para 19,1 milhes de toneladas. Nesta semana, o boletim atualizado apontou que 12% da rea plantada est em condies consideradas ruins; 30% em condies intermedirias; e 58% em boas situaes.

"Na regio Oeste, temos produtores que vo apenas conseguir cobrir o custo operacional. Esto prevendo dificuldades com investimentos ou mesmo para pagar os financiamentos, cujas parcelas comeam a vencer", aponta Ana Paula.

Impacto

O vice-presidente do Sindicato Rural de Palotina, Edmilson Zabotti, afirmou que as perdas mdias dos produtores do municpio sero superiores aos 35%. A produtividade esperada era de 4,2 mil quilos por hectare, mas os sojicultores tm colhido, em mdia, 2 mil quilos por hectare. O volume bem menor que a produtividade registrada no municpio na safra passada: 3,6 mil quilos por hectare.

"As lavouras estavam bem conduzidas, com tudo certinho, mas nos ltimos 30 dias faltou o principal: a chuva", diz Zabotti. "Vamos ter produtores que vo colher 2,9 mil quilos por hectare. Mas tem regies daqui em que o produtor retirou entre 1,2 mil e 2,4 mil quilos por hectares", completou.

Segundo o presidente do Sindicato Rural de Cascavel, Paulo Orso, os informes dos sojicultores do conta de que as lavouras "no se desenvolveram bem" e reforou que, em alguns casos, a quebra vai bater na casa dos 60%. "J teve produtor que plantou milho sem ter colhido a soja. A quebra vai ser muito significativa", aponta.

Sudoeste

O mau desempenho provocado pela falta de chuvas no se restringe ao Oeste. Na regio Sudoeste, o cenrio bem parecido. Em Ver, os produtores tm colhido, em mdia, 2 mil quilos por hectare, quando a produtividade dos ltimos anos girava em torno dos 4,4 mil quilos por hectare. Segundo o presidente do Sindicato Rural do municpio, Jaimir Colognese, alguns sojicultores tiveram que antecipar a colheita, para no perder a produo.

"Eu, por exemplo, planto 217 hectares. Em 40%, a lavoura est completamente comprometida. Em 40%, eu vou conseguir uma produtividade baixa, na faixa de mil quilos por hectare. No restante, que eu plantei tardiamente, a produtividade deve ser boa, se tiver chuva", diz. "De todo modo, um incio de colheita anormal e bem prejudicado para a gente", completa.

Diante do cenrio, as entidades sindicais manifestam preocupao em relao ao aspecto financeiro. Segundo os sindicalistas, produtores j fazem clculos para renegociar dvidas. "Para gente, foi uma calamidade. O produtor que est colhendo 1,5 mil quilos por hectare nem ir conseguir cobrir os custos de produo", destaca Orso. "Temos situaes que no valeria nem a pena o produtor colocar a colheitadeira para trabalhar. Mas o produtor vai encaminhar a colheitadeira por causa do seguro rural", ressalta Zabotti.

Clima

As perspectivas climatolgicas para as prximas semanas, no entanto, no so muito animadoras aos produtores de soja do Estado. As frentes frias que viro do Sul no tero fora para chegar ao Paran. A estiagem deve afetar principalmente as reas Central e Norte do Estado.

"Sero dias mais secos, com predomnio de sol e altas temperaturas. Se a chuva chegar, ser em baixo volume e mal distribuda. Essa condio permanece at o dia 14 de janeiro", aponta Graziella Gonalves, meteorologista do Climatempo.

Entre o dia 15 e 21 de janeiro, as precipitaes devem chegar em um volume maior ao Paran, atingindo tambm toda a regio Central. A faixa Norte, no entanto, deve continuar sofrendo com a estiagem.

"O alerta que h possibilidades de tempestades, com quedas de granizo. E so fenmenos difcil de se prever com antecedncia, porque sero ocorrncias pontuais e bem localizadas", diz a meteorologista.

As condies devem melhorar somente a partir da ltima semana de janeiro, com chuvas distribudas ao longo dos finais de tarde. Esse panorama deve se manter at a metade de fevereiro, quando as precipitaes voltam a oscilar.

"Fevereiro deve ir bem na primeira quinzena. Depois, as chuvas devem ser mal distribudas. Isso dura at maro e abril, quando devemos ter chuvas volumosas e generalizadas em todo o Estado", projeta Graziella.

Fonte: Sistema FAEP/SENAR-PR
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