Quinta-feira, 25 de abril de 2019
:
banner
EDITORIAS
Agência UDOP | Açúcar | Biodiesel | Cana-de-Açúcar | Combustíveis Fósseis | Diversas | Economia
Energia | Espaço Datagro | Etanol | Fórum de Articulistas | Opinião | TV UDOP | Últimas Notícias
Diversas Aumentar a letra    Diminuir a letra
Outra visão sobre o carro elétrico: a Mahle Metal Leve opina  

08/02/2019 - Duas notícias chamaram a atenção neste último mês sobre o discutido tema dos carros elétricos. A primeira foi publicada no dia 7 de janeiro no Valor Econômico: "Plano da Tesla de venda em massa não se confirma". A segunda foi publicada no mesmo jornal, mas no dia 14 de janeiro: "Volkswagen expande fábrica nos EUA para produção de carros elétricos".

Nós mesmos já havíamos levantado algumas posições num post publicado em outubro de 2017,em que discutíamos o fim do motor a combustão.

A análise acurada do tema nos mostra que as grandes montadoras adotaram definitivamente a tecnologia dos carros 100% elétricos e que ela veio para ficar, mas que muitos desafios ainda precisam ser superados para a popularização deste produto.

A notícia da Tesla confirma que os planos de produzir um carro em larga escala, reeditando Henry Ford com seu Ford T, ainda não se realizaram, simplesmente pelo fato de a produção em massa sofrer gargalos de tecnologia e custo das baterias.

Os investidores da Tesla já começaram a desconfiar que os planos de Elon Musk podem ser irrealizáveis e começam a desmontar as apostas na empresa que já chegou a valer mais que a General Motors, mesmo essa vendendo 40 vezes mais carros que a Tesla.

Já na segunda notícia vemos a expectativa da Volkswagen que sua nova fábrica, nos mesmos EUA onde a Tesla enfrenta desafios, vender mais de 1 milhão de veículos 100% elétricos até 2025.

Nosso questionamento: qual será o ingrediente que as grandes montadoras vão usar para tornar realidade o carro elétrico das massas?

E mais: a análise das duas matérias nos mostra que existem mais desafios para o desenvolvimento da tecnologia que inicialmente se havia previsto.

Para responder essas perguntas, consultamos uma das empresas mais envolvidas com esse processo no Brasil, a Mahle Metal Leve, uma fabricante de componentes de motores à combustão. Assim, trazemos para este post uma visão de uma companhia diretamente interessada no tema.

Seus representantes acreditam que a adoção de soluções para a mobilidade será diferente conforme cada região, considerando uma combinação entre: matriz energética (hidrelétrica, carvão, eólica, nuclear etc.), infraestrutura(distribuição), dimensão territorial, emissões e legislações.

Como se sabe, até pouco tempo atrás, os combustíveis dominantes eram os derivados do petróleo (fósseis), que geram altas emissões de gases de efeito estufa.

Com a crise do petróleo surgiram os primeiros biocombustíveis como o etanol de milho nos EUA e de cana no Brasil, como alternativas para as variações do preço da commodity e disponibilidade do produto em crises, com a característica de serem de "baixo carbono", ou seja, emissões reduzidas de gases de efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento global.

Devemos sempre lembrar que a questão do petróleo e derivados tange mais que os interesses comerciais e alcança questões geopolíticas. Nenhum país quer depender de um único tipo de combustível -- menos ainda se ele for importado.

Assim, surgiu principalmente na Europa a inciativa de desenvolver carros menos dependentes de combustíveis fósseis e menos poluentes, movidos a uma energia produzida dentro do seu próprio território, acabando assim com a dependência das importações e das variações do preço do petróleo.

Daí a primeira conclusão que podemos tirar desse processo todo.

Apesar de discutir-se muito sobre o problema da poluição na Europa, nos EUA e na Ásia, o ponto chave desse tema é a redução da dependência externa de combustíveis e a busca de soluções internas para cada caso.

Especificamente para o caso da Europa, foi buscada a solução do carro 100% elétrico, mas outras como o carro híbrido com motor a biogás gerado do material em decomposição vem crescendo rapidamente.

Outro ponto: têm-se discutido muito sobre a viabilidade econômica de se criar uma infraestrutura de recarga dos veículos e a necessidade de investimento em novas fontes de geração de energia limpa.

É bom lembrar que a matriz energética para a geração de eletricidade de Europa, Ásia e EUA utiliza muito carvão, o que poderia gerar uma certa perplexidade sobre a incoerência no movimento de eletrificação do carro.

Um dado muito interessante que evidencia isso é o do site: Electricity Map. Nele, verificamos os níveis de CO2 lançados pelos países na atmosfera e rapidamente chegamos a seguinte constatação: o problema ambiental não é o fator determinante do desenvolvimento do carro 100% elétrico ou híbrido.

No modo de ver da Mahle, tudo está relacionado com a redução da dependência de combustíveis fosseis e de acordo com a vocação de cada país.

No caso específico do Brasil, como já foi dito no post de outubro de 2017, não faz sentido desenvolvermos uma frota de carros 100% elétrica, uma vez que isso comprometeria a nossa infraestrutura de geração elétrica, além de desperdiçar toda a tecnologia desenvolvida com os biocombustíveis.

Inclusive, a própria Mahle Metal Leve desenvolveu uma tecnologia (O MBE2 - MAHLE Bio Etanol 2) que é uma solução que aumenta o rendimento da produção de bioetanol em, no mínimo, 10%, sem que seja preciso aumentar a área plantada de cana de açúcar, melhorando ainda mais a produtividade, o que gerará um preço mais competitivo para o etanol.

Assim, olhando especificamente para o Brasil, verificamos que o carro hibrido à etanol é uma solução viável econômica e ambientalmente, uma vez que esse modelo aproveita a infraestrutura de distribuição de combustíveis (+ de 40 mil postos de distribuição), além de permitir a atualização do veículo para uma motorização mais eficiente e com menor emissão de CO2.

Já existem tecnologias que fazem com que as emissões de escapamento sejam extremamente reduzidas com o uso de etanol em motores de combustão interna.

Assim, o Brasil detém tecnologias de ponta para a evolução de motores de combustão interna empregando combustíveis sustentáveis, bem como a implementação desses motores em veículos elétricos híbridos, tornando a bioeletrificação a resposta local ideal para as metas globais de descarbonização.

OBS: O Fundo Venture Value FIA tem 4,20% de Mahle em carteira e 0,10% da companhia.


Fonte: InfoMoney
Notícias de outros veículos são oferecidas como mera prestação de serviço
e não refletem necessariamente a visão da UDOP.
Enviar por e-mail Imprimir
Clipping de Notícias UDOP
Inscreva-se e receba as novidades do setor.
    
Notícias Relacionadas
23/04/19 - "Todos perdem dinheiro nos eléctricos", diz Toyota
18/04/19 - Presidente da UDOP participa do lançamento do 1º veículo híbrido flex do mundo
  - Caminhoneiros se dividem entre nova greve e ações com o governo
17/04/19 - Toyota anuncia fabricação do Corolla híbrido flex em São Paulo em 2019
  - Toyota Corolla híbrido flex aparece camuflado em SP e chega em outubro
Para enviar a notícia, basta preencher o formulário abaixo.
Todos os campos são de preenchimento obrigatório!
 
Outra visão sobre o carro elétrico: a Mahle Metal Leve opina
 
Seu nome:
Seu e-mail:
Destinatário:
E-mail destinatário:
(separe mais de um e-mail por ,)
Comentário:
 
 
A UDOP

• Associadas
• Associe-se
• Estrutura Administrativa
• Nossa História
• Missão, Visão e Objetivos
• Troféu da Agroenergia
• Serviços Prestados
• Vídeo Institucional
• Contatos
Institucional

• Comitês de Gestão
• Convênios e Parcerias
• Legislação
• Sustentabilidade
UniUDOP

• A UniUDOP
• Comitês de Gestão
• Congresso Nacional da Bioenergia
• Fórum de Implementação Tecnológica
• Pós-Graduação
• Qualifica
• Seminário UDOP de Inovação
Imprensa

• Agência UDOP de Notícias
• Últimas Notícias
• Fórum de Articulistas
• Galerias de Fotos
• Mídias Sociais
• RSS
• TV UDOP
• Apoio Cultural
• Contatos
Dados de Mercado

• Boletins
• Comércio Exterior
• Consecana
• Cotações
• Indicador - Açúcar
• Indicador - Etanol
• Produção Brasileira
Serviços

• Biblioteca Virtual
• Bolsa de Empregos
• Bolsa de Negócios
• Calendário de Eventos
• Guia de Empresas
• Índice Pluviométrico
• Pesquisas UDOP
• Previsão do Tempo
• Usinas/Destilarias
Mapas

• Usinas/Destilarias
• Bacias Hidrográficas
UDOP - União dos Produtores de Bioenergia
Praça João Pessoa, 26 - Centro - 16.010-450 - Araçatuba/SP - tel/fax: +55 (18) 2103-0528

2012 - Todos os direitos reservados

POLÍTICAS DE PRIVACIDADE
Desenvolvimento:
/