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Plantio de milho avança nos EUA, o que é bom para o sojicultor brasileiro  

23/04/2019 - Apesar de toda a inundação de que foram vítimas em março, os produtores americanos já semearam 6% da área que será destinada ao milho, um percentual próximo do de 2018.

O solo ainda não é o ideal, mas está mais aquecido, e os produtores acreditam que a germinação do cereal será normal. O plantio do milho se iniciou na primeira semana de abril, atingirá o pico na primeira de maio e terá de ser feito até a primeira de junho.

Se não consegue semear o milho dentro dessa janela de tempo, o produtor aciona o seguro ou opta pela soja. O plantio ideal desta começa na terceira semana de abril, atinge o pico na última de maio e termina na primeira de julho.

Uma eventual alta na área de soja nos Estados Unidos afetaria muito o produtor brasileiro. O Usda (Departamento de Agricultura) estima, por ora, uma redução de 1,9 milhão de hectares na área de soja.

Se o produtor de milho ocupasse essa área com soja, devido a impedimentos no plantio do cereal, a produção da oleaginosa seria maior, conturbando ainda mais os preços internacionais.

O Usda ainda não tem dados de produção de soja para 2019/20. Com uma área prevista de 34,2 milhões de hectares —1,9 milhão menos do que na safra 2018/19—, a produção ficaria próxima de 113 milhões de toneladas, segundo Daniele Siqueira, da AgRural.

Mesmo com essa queda de produção —a do ano anterior foi de 123,7 milhões de toneladas—, os estoques finais dos americanos seriam de 22 milhões em agosto de 2020.

Se o total de 1,9 milhão de hectares de redução de área de soja voltasse para o cultivo da oleaginosa, a produção aumentaria para 120 milhões de toneladas, considerando a linha histórica de produtividade.

Nesse caso, os estoques subiriam para 28 milhões em 2020, e os preços cairiam ainda mais. Com tanta soja, os produtores certamente não pagariam as contas.

*Texto extraído da coluna Vaivém das Commodities.

Mauro Zafalon
Fonte: Folha de S. Paulo
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