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Confira como o clima vai influenciar o plantio neste ano  

13/08/2019 - O fenômeno, que consiste no aquecimento das águas do Oceano Pacífico, na altura do Equador, influencia as condições de chuva e temperatura em várias áreas do Brasil. Neste ano, tivemos um El Niño fraco, que favoreceu o registro de temperaturas acima do normal em muitas cidades no verão. O fenômeno já se desconfigurou, mas suas características devem ser preservadas e como consequência, há expectativa de atraso no período úmido em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o que pode impactar na janela de cultivo da safra verão.

Normalmente, com o fim do inverno e começo da Primavera, as chuvas retornam à região, favorecendo o plantio logo após o vazio sanitário, em 16 de setembro. No entanto, este ano há risco da chuva deve ser muito irregular e o período úmido só deve se estabelecer de fato a partir de novembro.

As projeções para setembro indicam chuva cerca de 50 mm abaixo da média entre o sul de Mato Grosso e norte de Mato Grosso do Sul e em pontos do norte de Mato Grosso e de Goiás. No sul de Mato Grosso do Sul, a anomalia de chuva pode chegar aos 100 mm. As áreas em azul no mapa, que indicam chuva acima da média histórica, também terão muita irregularidade.

Mesmo com o El Niño desconfigurado nos próximos meses, a região onde ocorre o fenômeno ainda deve ter esse viés aquecido até o início do verão, então teremos altos e baixos não só no início do plantio, como no período do desenvolvimento. Com o atraso, é possível que não dê tempo de cultivar as três safras, soja, milho e algodão, e alguma das culturas precise ser descartada neste ano. O risco desse atraso do período úmido é grande, porém, a situação ainda é passível de monitoramento pelos climatologistas nos próximos meses.

O problema é que a dinâmica da distribuição das chuvas pode afetar todo o planejamento de aplicações de defensivos de uma região. Quando a chuva é irregular, algumas lavouras são mais beneficiadas do que outras e se desenvolvem primeiro. As doenças e pragas que por ventura atingirem essa plantação mais desenvolvida podem acabar migrando e contaminando outras propriedades que, pela falta de chuva, ainda estão em fases iniciais do desenvolvimento. Nesse estágio as mudas ficam mais suscetíveis e as perdas podem ser maiores. Desta maneira, uma aplicação de defensivos eficiente e precisa vai ajudar muito o agricultor a proteger sua produção neste ano.

12/08/19
Fonte: Climatempo
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