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Açúcar e Álcool no Estado de São Paulo
Publicado em 01/09/2000 às 00h00
O setor sucroalcooleiro do Estado de São Paulo foi responsável por 64,66% da cana (194,2 milhões de toneladas); 68,67% do açúcar (13 milhões de toneladas); 63,40% do álcool (8,4 bilhões de litros), produzidos no Brasil na safra 99/00.



São 137 unidades industriais, 150 agroindústrias e 11.500 agricultores dos quais 93% são considerados pequenos agricultores, que sobrevivem da cultura da cana-de-açúcar. É a primeira renda agrícola do Estado, gerada em 14,0% (2,8 milhões de hectares) da área cultivada.



Aqui se consome 4,2 bilhões de litros da produção de álcool brasileira de 12,7 bilhões de litros, o que equivale à metade do que é produzido no Estado. O restante (4,2 bilhões de litros) é exportado para outros Estados. Em São Paulo, circula 40% (1,5 milhão de veículos) da frota de carros a álcool do país (3,8 milhões de veículos).



Apenas 7% dos empregos paulistas estão no meio rural (1,04 milhão de trabalhadores). Cerca de 40% desses empregos são absorvidos pelo setor sucroalcooleiro, segundo a Fundação SEADE. O agribusiness canavieiro é responsável por cerca de 32% da renda rural paulista, empregando diretamente 600 mil trabalhadores.



A cana moída no Estado na safra 99/00 rendeu o equivalente a R$ 5,7 bilhões em produtos finais (preços de faturamento, exclusive tributos). É um setor de agribusiness que movimenta cerca de US$ 8,65 bilhões: 7% no setor de insumos modernos; 32% na produção agrícola; 21% na produção industrial; 16% na distribuição e venda; 24% na arrecadação de impostos. Na safra 97/98 consumiu 0,95 milhão de toneladas de corretivos, 1,3 milhão de toneladas de fertilizantes e 13,0 milhões de litros de herbicidas e inseticidas.



São Paulo produziu 13 milhões de toneladas, das 19 milhões de toneladas de açúcar fabricadas no país. Das exportações de açúcar, o Brasil representou 33% do mercado livre mundial sendo que São Paulo exportou 8,0 milhões de toneladas, correspondente a US$ 8,2 bilhões e 67% das exportações brasileiras do produto.



O setor investe US$ 11.000,00 por emprego gerado, contra US$ 220.000,00 investidos para gerar um emprego no setor petroquímico e US$ 91.000,00, na indústria automobilística. Para gerar a mesma quantidade de energia, o setor sucroalcooleiro gera 152 vezes mais empergos do que o setor petróleo.



A utilização do álcool combustível em São Paulo promoveu a redução de 50% do índice de emissão de monóxido de carbono e substituiu totalmente o chumbo tetraetila como aditivo da gasolina, contribuindo para diminuir esses tipos de poluição do ar na Região Metropolitana de São Paulo.



Há vinte anos, desde o início do programa do álcool, o setor tem reduzido seus custos de produção de álcool a uma taxa de 2,34% ao ano. Mas o preço real, pago aos produtores, vem-se reduzindo a uma taxa de 4,13% ao ano. O setor sucroalcooleiro investe cerca de US$ 20 milhões por ano em pesquisa e Desenvolvimento e mantém um grande potencial para reduzir os custos de produção.



Em São Paulo, já existem 12 unidades industriais de açúcar e de álcool gerando, por meio do bagaço de cana, energia elétrica que pode ser distribuída pela red das concessionárias (co-geração).
Fonte: Informação UNICA - Ano 3 - Nº 36 - Setembro de 2000
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