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Uma breve história sobre a cultura da cana no Brasil
Publicado em 01/01/2003 às 00h00
Embora nem todas as pessoas saibam, a cana-de-açúcar está diretamente ligada a história de cada um de nós, brasileiros. Desde o século 16, quando nossas terras foram descobertas por espanhóis e portugueses, o açúcar já começava a ser produzido aqui. A cultura foi trazida de Portugal e se desenvolveu no Nordeste através de engenhos, que já exportavam, apesar de pequena escala, a países da Europa.



Martim Afonso de Sousa, responsável pelo primeiro engenho de açúcar no país, ainda em 1532, não podia imaginar a importância que a cultura se transformaria séculos mais tarde. Hoje, além do açúcar, a cana proporciona ao Brasil o álcool combustível, importante alternativa para diminuir nossa vulnerabilidade energética. Além disso, a mesma cultura que foi importada da Europa é a responsável pela geração de um milhão de empregos diretos em várias regiões do país.



O ciclo do açúcar sobreviveu aos séculos 16 e 17. A partir do século 18, o açúcar brasileiro entrou em decadência devido ao protecionismo e, principalmente, ao surgimento do açúcar de beterraba na Europa. Somente no final do século 19 é que nascem as primeiras usinas no país. Até 1930, o Brasil já mantinha 83 unidades produtoras de açúcar, todas no Nordeste. Somente após a crise cafeeira, em 29, é que o eixo Rio - São Paulo iniciou a industrialização do açúcar e, a partir daí não parou mais.



Embora os registros da produção do álcool combustível datem da década de 20, a sua fabricação em larga escala só viria acontecer anos mais tarde, na década de 70. Foi neste período que o agronegócio da cana se tornou fundamental para a prosperidade no campo e para a economia brasileira. De 76 até o ano de 2000, com o Programa Nacional do Álcool (Proálcool), o país já economizou cerca de US$43,4 bilhões em divisas estrangeiras. Hoje, o agronegócio brasileiro é responsável por mais de 20% do Produto Interno Bruto (PIB), gerando cerca de 14% dos empregos totais do país.



Atualmente, a cana-de-açúcar é o carro chefe da energia de biomassa do Brasil e do mundo, com intensivo uso de mão-de-obra. É relevante também para um país com as dimensões e problemas sociais do Brasil o fato de que a atividade canavieira emprega, com remuneração digna, assistência social e garantias trabalhistas, milhares de trabalhadores, entre os quais grande contingente com menor qualificação, que teria enorme dificuldade de emprego na indústria ou no setor de serviços.
Fonte: Assessoria de Comunicação Brasil@gro
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