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A Trajetória do Álcool
Publicado em 23/06/2003 às 00h00
Na Segunda Grande Guerra o álcool foi usado na falta de gasolina. Nos veículos a gasogênio, ele erra usado nas partidas, nos aclives e nos trechos de lama, quando se requeria potência dos motores. Poucas modificações eram necessárias no motor.



O álcool era produzido a partir do mel da fabricação do açúcar. O preço era compatível e as Usinas moveram todos os seus veículos do Ciclo Otto com álcool anidro (1% de água).



Com o fim da Guerra, normalizado o suprimento de petróleo, o álcool foi esquecido.






1973-1979



Em 1973 ocorreu o primeiro choque do petróleo. O barril passou de, mais ou menos, quatro para vinte dólares.



Em 1979 o barril chegaria a quarenta dólares.



Entre estes dois choques o governo brasileiro lançou o PROÁLCOOL - Programa Nacional do Álcool, em 1975.



A balança de pagamento, já mal dava para pagar o petróleo importado. Os preços do açúcar eram cadentes.



O País tinha toda infra-estrutura em terra, clima e tecnologias para tentar o mais ambicioso programa de energia renovável.






O Proálcool



O Banco do Brasil foi a alavanca.



Com financiamento de 90% do investimento com prazo de 12 anos, o governo estimulou a implantação de 400 destilarias em todo o território nacional.



Destilarias anexas às usinas de açúcar.



Destilarias autônomas para produção de álcool a partir do caldo direto das moendas.



Embora a ênfase fosse disseminar a produção por todo o Brasil, o Estado que mais unidades implantou, foi o Estado de São Paulo.



Simultaneamente, motores mais adequados ao álcool iam sendo desenvolvidos.



Como o Brasil tinha pressa, o motor que concentrou as atenções era o destinado ao A E H C - Álcool Etílico Hidratado Carburante (que conteria cerca de 7% de água).



Mil motores, de companhias estatais, rodando em 10 cidades do Norte a Sul, foram adaptados e a tecnologia resultante repassa as montadoras. Feita as projeções, visava-se uma produção que partia de 600.000 metros cúbicos ano, para atingir em 1985, 10.700.000 de metros cúbicos. Os investimentos planejados - 900 milhões de dólares - resultou em uma capacidade industrial instalada para uma produção de 16.000.000 de metros cúbicos de álcool ao ano e a cana-de-açúcar, suplantou totalmente as demais matérias-primas cogitadas.
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