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Como funciona um bicombustível?
Publicado em 30/01/2006 às 00h00
1- SENSORES



Com o motor funcionando, um sensor localizado no escapamento avalia os resultados da queima do combustível. Por meio da quantidade de oxigênio expelida, o sensor descobre qual é a proporção entre álcool e gasolina no tanque. Outros sensores espalhados pelo carro também captam dados sobre o funcionamento do motor.



2- CENTRO DE COMANDO



Essas informações são enviadas para um software desenvolvido especialmente para o carro flex, localizado num chip no centro de comando do carro. O software calcula a melhor forma de o motor trabalhar com aquela mistura de combustível. Isso é necessário porque o desempenho do álcool e o da gasolina são diferentes. Para cada proporção da mistura é necessário um ajuste específico do motor.



3- MOTOR



O software determina o ajuste no funcionamento de duas peças do motor.



A-- Válvula injetora: o software regula a entrada de combustível na câmara de combustão, onde ocorre a queima da mistura de álcool e gasolina.



B - Vela de ignição: o software calcula e determina os momentos em que a vela de ignição solta faíscas para ocorrer a explosão da mistura (a combustão).



- O QUE É O FLEX DIFERENTE?



- Taxa de compressão



É o índice que mede quantas vezes é necessário comprimir a mistura de ar e combustível para ocorrer a queima com alto rendimento. O álcool trabalha em geral com uma taxa de 12:1 -- ou seja, o combustível precisa ser comprimido doze vezes para ocorrer a queima. Já a gasolina atinge a combustão com uma taxa de compressão menor, de 9:1. Nos bicombustíveis, essa taca é intermediária -- em média, de 11:1 -- e não pode ser alterada conforme as mudanças na mistura de combustíveis. Por isso, o flex tem uma eficiência menor do que a ideal quando operado com 100% de álcool no motor. Mas essa perda é insignificante, dizem os fabricantes.



- Partida a frio



O flex possui um reservatório de gasolina separado do tanque, com capacidade aproximada de 1 litro -- dispositivo utilizado para dar a partida em dias frios, injetando gasolina. Isso ocorre porque o álcool exige uma temperatura maior para evaporar. Esse reservatório já existe nos carros a álcool.
Fonte: Revista Veja - Edição 1941 - nº 4 - Fevereiro/2006
Notícias de outros veículos são oferecidas como mera prestação de serviço
e não refletem necessariamente a visão da UDOP.
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