Este site utiliza cookies para garantir que você obtenha a melhor experiência. Ao continuar navegando
você concorda com nossa política de privacidade. Política de Privacidade

Região Sul: Um Mercado Promissor para a Biomassa
Publicado em 10/08/2006 às 00h00
Empresas aproveitam seus resíduos de produção em usinas de cogeração, gerando renda e contribuindo para a preservação do meio ambiente




Preservar o meio ambiente lucrando. Essa é a tendência que se mostra no horizonte de empresas de diversos segmentos: aproveitar seus resíduos de produção para gerar energia. Trata-se de uma proposta desenvolvida em outros países e que vem ganhando força e tomando corpo no Brasil. Empresas estão implantando centrais de cogeração de energia em suas unidades ou buscam uma nova fonte de renda com a venda de seus resíduos industriais. Cascas de arroz, restos de madeira, serragem, cascas de árvore, bagaço e cavacos são o alvo desse mercado promissor na região Sul do País, que visa a um bem fundamental e cada vez mais valioso, a energia.



O que vem sendo feito há muitos anos com a cana-de-açúcar para a geração de álcool combustível e energia elétrica amplia-se para outros tipos de produtos. Ultrapassadas as fases de idealização e de estudos de viabilidade, grandes projetos estão sendo fechados e envolvem empresas como a Camil Alimentos (Rio Grande do Sul), a Urbano Agroindustrial (Santa Catarina), ambas de arroz, madeireiras como a Battistella (Santa Catarina), e serrarias da região.



No Rio Grande do Sul existem também usinas de geração de energia por biomassa sendo implantadas por investidores estrangeiros, como a Companhia Geral de Distribuição Elétrica (CGDE), de Portugal, em conjunto com a Koblitz.



No ano passado, a Secretaria de Energia, Minas e Comunicações do Rio Grande do Sul assinou um programa de uso da biomassa, o Protocolo de Intenções, envolvendo o Governo do Estado, a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), a CGDE e a Koblitz. Prevê-se a implantação de 10 usinas termelétricas, para produção de energia a partir de resíduos de madeira e casca de arroz, num total de 110 MW.



Há alguns anos, a região apresentava uma topografia agressiva e um solo pobre. Com o incentivo ao reflorestamento, nos últimos dois anos o local se tornou importante pólo madeireiro, com o "crescimento" das oportunidades oferecidas pelo pinho. Em média, apenas 33% da madeira extraída é aproveitada na forma de tábuas é aproveitada na forma de tábuas, produto final a ser comercializado. Os resíduos do corte mais a serragem não t6em finalidade útil e muitas vezes são jogados em uma vala e queimados, emitindo grandes quantidades de carbono na atmosfera.



Com a geração de eletricidade, esses resíduos serão vendidos gerando renda para as madeireiras e, depois de devidamente processadas através de uma tecnologia, o que era madeira se transforma em energia, a compensar a queima de combustível fósseis poluentes. Envolve também resíduos florestais, numa proporção de 30%, para 70% de madeira. As empresas interessadas irão pagar R$ 5,00 pela tonelada do resíduo e, segundo Luiz Otávio Koblitz, Diretor Superintendente do grupo Koblitz, o custo da energia gerada será de R$ 64,00 o MWh.











































Estado
Tipo de Biomassa
Potencial Técnico (1) (MW)
Potencial Teórico com Cana e Resíduos Agrícolas (2) (MW)
Paraná
Cana-de-açúcar
151
2365 a 5012
Madeira
75
Santa Catarina
Madeira
70
566 a 1132
Casca de arroz
35
Rio Grande do Sul
Casca de arroz
100 a 120
1883 a 3767
Madeira e Resíduos Florestais
35 a 50
Fontes: (1) PTZ fontes Alternativas de Energia / (2) CENBIO -- considerando tecnologias já comercializadas e em desenvolvimento
Fonte: CENBIO Notícias -- Ano 3 -- Nº 10
Notícias de outros veículos são oferecidas como mera prestação de serviço
e não refletem necessariamente a visão da UDOP.
Mais Lidas