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Fortuna feita em açúcar e em negros
Publicado em 23/07/2013 às 00h00
Ter um engenho no Brasil Colonial era um empreendimento difícil, trabalhoso e caro. Era preciso, em primeiro lugar, muito dinheiro: para trazer gente de fora, equipamentos, animais, técnicos especializados e tecnologias. Era preciso conseguir grandes extensões de terra, fazer plantações de cana, construir vários tipos de edificações, como o engenho, a casa grande, a senzala, ter barcos, carros de boi e ainda muitos e muitos escravos.



A produção do açúcar que os portugueses conseguiram nas ilhas do Atlântico, já estava sendo comercializada e distribuída pelos holandeses. Como mostrava-se um produto bem lucrativo, os holandeses resolveram, além de distribuir, também investir e financiar a produção do açúcar no Brasil.



Mas, por que holandeses e portugueses estavam juntos nisso? Havia uma parceria antiga entre os Países Baixos, com a Holanda distribuindo e comercializando sempre os produtos, que os portugueses traziam do Oriente, desde a época das navegações.



Portugal não dispunha dos recursos suficientes para bancar tantos custos. Ao contrário da Holanda, que despontava na economia internacional como o maior centro financeiro do mundo, como se fosse a "Wall Street" dos americanos, hoje.



Três aspectos importantes relativos aos obstáculos iniciais para implantar a empresa do açúcar no Brasil devem ser examinados:



-A questão da terra;
-Dos equipamentos necessários ao engenho;
-Da mão de obra.



questão da posse de terras, já se viu, foi facilmente resolvida com as Sesmarias. Os equipamentos, utensílios e até os animais, no início, eram trazidos de fora. O engenho vinha já "contratado", isto é, pronto, da Europa como revelou Duarte Coelho. Embora isto envolvesse altos custos, não constituía um grande problema.



Problema sério mesmo, foi obter mão de obra para viabilizar o engenho. Os portugueses que vinham para a colônia não vinham para ser mão de obra, vinham para ser Senhores.
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