FALTAM APENAS

DIAS

HORAS

MINUTOS

SEGUNDOS

PARA O EVENTO MAIS INOVADOR DO SETOR

FALTAM APENAS

DIAS

HORAS

MINUTOS

SEGUNDOS

PARA O EVENTO MAIS INOVADOR DO SETOR

Facebook
Instagram
Linkedin
Twitter
Youtube
Fale Conosco
JBS Biodiesel é a 1ª empresa a obter aval para emitir crédito de descarbonização
Publicado em 18/10/2019 às 10h23
A JBS Biodiesel, da JBS, tornou-se nesta quinta-feira a primeira companhia de biocombustíveis a obter certificação para emitir créditos de descarbonização (CBios) no âmbito do Programa Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), conforme informação da empresa e da reguladora ANP.

A certificação, que está sendo pedida por uma centena de produtores de biocombustíveis, incluindo companhias de etanol, permitirá que as empresas possam emitir créditos para serem comprados a partir de 2020 por distribuidoras de combustíveis, como forma de compensação pelas vendas de combustíveis fósseis.

Assim, os CBios devem ser uma nova fonte de renda para o setor de biocombustíveis. A expectativa é de que quase 29 milhões de créditos sejam negociados no ano que vem, conforme meta estipulada pelo Conselho Nacional de Política Energética.

A JBS Biodiesel informou que tem expectativa de colocar mais de 600 mil CBios anualmente no mercado.

"Não tem como mensurar o valor (a ser obtido com a emissão dos créditos), os CBios vão ser negociados em bolsa, tudo vai depender de oferta e demanda", disse à Reuters o diretor da JBS Biodiesel, Alexandre Pereira, lembrando que cabe ao setor emitir os créditos e às distribuidoras a compra para neutralizar o CO2.

"Estamos otimistas com os valores que podemos alcançar", acrescentou ele, sem revelar eventuais cenários.

A certificação pela ANP foi dada à unidade de Lins (SP) da JBS Biodiesel, enquanto a empresa também está requerendo CBios para a planta de Campo Verde (MT). Em meados de julho, por meio da subsidiária Seara, a JBS anunciou investimento de 180 milhões de reais na construção de uma fábrica de biodiesel em Santa Catarina, com operação prevista para 2021.

A companhia vê potencial de neutralizar cerca de 640 mil toneladas de gases de efeito estufa a cada ano, o equivalente às emissões anuais de uma cidade com 67 mil habitantes.

A empresa produz biodiesel principalmente a partir de matérias-primas como sebo bovino e gorduras animais, resíduos obtidos no processo de produção de carnes da JBS, maior produtor de proteína animal do mundo.

"O fato de usar matérias-primas residuais dá uma melhor nota de eficiência... Isso nos permite, a cada cerca de 370 mil litros produzidos, a emissão de um crédito", disse o executivo, lembrando que companhias que usam outras matérias-primas precisam de uma maior produção para emitir um CBio.

A principal matéria-prima de biodiesel no Brasil é o óleo de soja, respondendo por cerca de 75% do total.
Roberto Samora
Fonte: Reuters
Notícias de outros veículos são oferecidas como mera prestação de serviço
e não refletem necessariamente a visão da UDOP.
Mais Lidas