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Vamos passar por uma revolução na infraestrutura, diz Tarcísio Freitas
Publicado em 21/10/2019 às 14h05
À frente de uma das pastas consideradas por investidores e empresários como uma das mais importantes do governo, que é o Ministério da Infraestrutura, o mestre em engenharia pelo IME (Instituto Militar de Engenharia), Tarcísio Gomes de Freitas, afirmou, em entrevista exclusiva ao R7, que deve entregar, em 3 anos e meio, uma "verdadeira revolução na infraestrutura do país".

"Vou entregar daqui a três anos e meio uma estrutura de altíssima qualidade, muito melhor do que a que temos hoje, e isso vai melhorar a percepção do Brasil perante o investimento no interior e, com certeza, vamos atuar na redução dos custos", explica Tarcísio.O ministro, que vem recebendo elogios de especialistas e investidores do setor, pretende como meta para este "processo de revolução" fazer um "reequilíbrio da matriz de transportes".

Nesta missão, segundo Tarcísio, a ideia é retomar investimentos no sistema marítimo-portuário, que deve entrar numa intensa agenda de concessões, retomando e redesenhando os projetos de ferrovias no país e, intensificando os investimentos e diálogos do governo para melhorar a estrutura aeroportuária, sem deixar de lado os milhares de quilômetros de rodovias do país, em que "ao menos 16 mil km devem ser concedidos pelo governo".Durante a apresentação de uma nova aeronave da Embraer, no aeroporto internacional de Brasília, Tarcísio de Freitas conversou com o R7 e detalhou um pouco os planos do governo nesta missão de melhorar a infraestrutura do país.


O que deve sair em curto prazo no modal ferroviário, para transformar esta matriz de transportes?

Tarcísio de Freitas - Em ferrovias, já tivemos a assinatura do contrato da Ferrovia Norte-Sul em julho, que deverá estar com toda operação em um ano e meio, com investimentos da ordem de R$ 3 bilhões. Também teremos a ligação de Santos (SP) para Itaqui (RS), além da duplicação da capacidade da malha paulista, que é um importante vetor deste modal. Será um número considerável de investimentos, da ordem de ao menos R$ 30 bilhões, que devem fazer as ferrovias dobrarem sua participação na matriz de transportes.

O governo também tem planos para ampliar a cabotagem [transporte marítimo entre portos]. Qual a perspectiva do setor?Este é um modal que deve crescer com taxas vigorosas no país e é um programa de investimentos novo do governo. Serão muitos investimentos no setor portuário, com novos terminais privados e a desestatização dos terminais existentes, com o controle das atuais Companhias de Docas para a Administração Privada, com uma perspectiva de ampliar consideravelmente e tornar viável a logística de transporte marítimo.


E nas rodovias, que são hoje a maior fatia da matriz? Quais os planos?

Nós temos dois grandes alvos, que são aquelas rodovias que ligam e atendem o agronegócio e a indústria, e as rodovias que ligam cidades importantes do Brasil. Então temos investimentos previstos em rodovias importantes para os negócios como a BR-163 no Pará, a BR-364 em Rondônia, e a BR-153 que liga Goiás a Tocantins. Mas também vamos acelerar rodovias que interligam cidades, como a nova Dutra, que vai ser relicitada já no ano que vem.


No caso da Dutra, como está o processo?

O atual contrato de concessão da rodovia vence em 2021?Este modelo favorece a transição e já está pronto, recebi o texto esta semana, e agora vamos fechar os últimos detalhes para colocar a consulta pública na praça e [a licitação] em andamento.


E, por fim, o que devemos esperar no setor de aviação?

Nós vamos dedicar muito investimento na aviação regional e focar em mais desburocratização e mais desregulamentação. Então a gente vai reduzir a carga regulatória do setor. E vamos atuar para diminuir também o preço dos combustíveis, continuar assinando acordos de céus abertos e investindo muito nos equipamentos de aviação regional, para permitir chegar a mais cidades do interior e levar o serviço aéreo para cada vez mais cidadãos do Brasil.
Fonte: Revista Ferroviária
Notícias de outros veículos são oferecidas como mera prestação de serviço
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