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PIPELINE: Raízen dá início a processo para IPO de até R$ 13 bilhões
Publicado em 03/03/2021 às 15h45
A Raízen começou a engajar bancos de investimento para seu IPO. Na semana passada, a companhia enviou pedidos de proposta (RFPs) a potenciais coordenadores, para uma oferta que é estimada entre R$ 8 bilhões e R$ 13 bilhões, segundo três fontes.

A companhia já tinha planos de fazer uma oferta no ano passado, mas queria concluir outro passo primeiro, que era a aquisição da endividada Biosev. Em tratativas há seis meses, as companhias chegaram a um acordo no início de fevereiro. O negócio foi realizado por troca de ações, com desconto.

A Raízen, produtora de açúcar e álcool e distribuidora de combustíveis - uma empresa integrada de energia -, é uma joint venture entre a Cosan e a Shell. O IPO era aguardado pelo mercado desde que a Cosan iniciou uma reestruturação societária no ano passado, mas faltava um acordo com a Shell. A expectativa inicial era que a Raízen fosse a última da fila.

A primeira companhia no planejamento de ofertas da Cosan era a Compass, empresa de energia que chegou a registrar a operação no ano passado - mas uma piora de mercado e a falta de consenso sobre o valuation fez a Cosan adiar o IPO. A outra operação será da Moove, produtora de lubrificantes e óleos.

A conclusão das sócias, segundo fontes, é que uma oferta desse porte pode ser menos suscetível às oscilações de mercado - no ano passado, mega-ofertas saíram mesmo em períodos de maior volatilidade, por serem de companhias já conhecidas dos investidores e com operações mais estabilizadas, além de não tão dependentes de projeções de crescimento.

A oferta deve levar alguns meses, até para a conclusão de processos referentes à Biosev.

A Raízen é um colosso de mais de R$ 120 bilhões de vendas - excluindo bancos, é a quarta maior companhia do país, só atrás de Petrobras, JBS e Vale. Rubens Ometto, o empresário que ergueu um império a partir do açúcar, é o presidente vitalício do grupo por definição contratual.

Na distribuição de combustíveis, a companhia fica na terceira posição, atrás de BR e Ipiranga. No diesel, a fatia da Raízen é de 18,4%. A participação na gasolina é um pouco menor, de R$ 16,8%.

Shell e Cosan firmaram a primeira sociedade em 2011. A petroleira holandesa tinha opção de comprar a participação de Binho, como Ometto é chamado pelos amigos, na Raízen, mas as duas empresas chegaram a um acordo em 2016 e selaram um casamento definitivo, sem prazo para o fim da sociedade.
Fonte: Valor Econômico
Texto extraído do boletim SCA
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