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Mercado de carbono está maduro e Brasil tem condições para neutralizar emissões até 2050, diz presidente do CEBDS
Publicado em 16/04/2021 às 11h54
Com mercado compulsório de carbono e metas audaciosas para acabar com o desmatamento ilegal, o Brasil pode alcançar a neutralidade de carbono uma década antes do que planeja o Ministério do Meio Ambiente (MMA), avalia Marina Grossi, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS).

Em dezembro, ao apresentar a revisão -- sem revisão -- da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) brasileira para o Acordo do Clima de Paris, o ministro do MMA, Ricardo Salles, condicionou a antecipação da meta de zerar emissões em 2060 ao financiamento externo.

Um dos principais argumentos da pasta contra metas mais ambiciosas é que a preservação ambiental poderia impor barreiras ao desenvolvimento econômico.

O setor empresarial brasileiro tem uma visão diferente. Esta semana, o CEBDS e 30 CEO?´s divulgaram um documento pedindo metas mais ambiciosas ao governo, que poderiam trazer ganhos econômicos de até US$ 17 bi ao país até 2030.

No posicionamento Neutralidade Climática: Uma grande oportunidade (.pdf) empresários afirmam que seguir em direção à retomada verde é a única maneira adequada de garantir competitividade.

Para isso, indicam a bioeconomia, políticas como o RenovaBio e o Pagamento por Serviços Ambientais, além de um mercado regulado de carbono, no formato de um Sistema de Comércio de Emissões (SCE), como "meios para permitir uma maior atratividade e posterior aceleração de entrada de recursos financeiros no país".

Em entrevista à epbr, Marina Grossi explica o interesse do setor empresarial brasileiro em fazer parte de um mercado regulado de carbono e como a proposta do CEBDS dialoga com o projeto PMR (Partnership for Market Readiness).

Coordenado pelo Ministério da Economia e pelo Banco Mundial, o Projeto PMR Brasil (.pdf) avaliou a inclusão da precificação de emissões (via imposto e/ou mercado de carbono) no pacote de instrumentos voltados à implementação da Política Nacional sobre Mudança do Clima no pós-2020.

Ficou pronto em dezembro, teve uma divulgação discreta (o ministério publicou, mas não avisou), e trouxe como conclusão que a melhor forma de precificação para o Brasil seria via o SCE.
Fonte: Epbr
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