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Enagas, BP e Iberdrola fecham acordo para elaboração de empreendimento de hidrogênio verde
Publicado em 05/05/2021 às 17h40
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A Iberdrola fechou um acordo com a Enagas e a BP, duas companhias do segmento de óleo e gás, para a elaboração de uma pesquisa de viabilidade de um empreendimento de hidrogênio verde de grandes dimensões na Espanha. A instalação do projeto ocorrerá na refinaria da BP, situada em Castellón, de forma a substituir o hidrogênio cinza, que é usado hoje em dia na geração de biocombustível.

O empreendimento englobará um eletrolisador de 200 MW alimentado por energia renovável, abarcando um sistema fotovoltaico de 40 MW. Estima-se que, no futuro, a capacidade do eletrolisador possa ser ampliada para 115 MW.

De acordo com a Iberdrola, o projeto, que necessitará de US$ 90 milhões em investimentos para a sua construção, poderá começar as atividades comerciais em 2023. Carlos Barrasa, presidente da BP Espanha, destacou que a pesquisa fortalece o comprometimento da empresa com o hidrogênio, sendo o combustível do futuro.

Trata-se do segundo acordo de hidrogênio verde divulgado pela Iberdrola neste mês. Além disso, a companhia destacou que irá programar, com objetivo de descarbonizar o processo produtivo, a construção de um empreendimento abastecido por energia solar em uma fábrica de telhas de cerâmica localizada na Espanha.

Em setembro do ano passado, em um esforço para responder às necessidades de descarbonização e eletrificação do setor e da indústria de transporte pesado, a empresa anunciou planos para uma nova unidade de negócios voltada ao hidrogênio que usará somente energia limpa no processo de eletrólise.

Ángeles Santamaria, diretor executivo da Iberdrola Espanha, afirmou que a companhia voltará sua atenção para a geração e estudo de hidrogênio verde para segmentos que passam por empecilhos no processo de descarbonização. "Juntos, podemos contribuir para o avanço tecnológico de hidrogênio verde, tornando-o uma solução competitiva para a descarbonização da indústria e para o transporte pesado".

Marcelino Oreja, CEO da Enagas, destacou que a parceria entre empresas, instituições e administrações é imprescindível para que os empreendimentos sejam executados. "Essa iniciativa é um claro exemplo de atuação em conjunto".

Uma pesquisa realizada pela BloombergNEF (BNEF), apresentada neste mês, mostrou que, com o preço caindo em aproximadamente 85% nos próximos 30 anos, até 2050, o hidrogênio verde poderá se tornar mais barato que o gás natural. A avaliação destaca que a diminuição dos custos no segmento solar será essencial para o progresso dessa tecnologia.

Há pouco tempo, a Longi Green Energy divulgou a elaboração de uma unidade de negócios destinada ao setor de hidrogênio verde. A Enegix Energy informou em março, após firmar um memorando de entendimento com o Governo do Estado do Ceará, que desenvolverá, no Brasil, a maior planta do mundo do combustível.

Conforme a empresa, o empreendimento, que recebeu o nome de Base One, será abastecido por 3.4 gigawatts (GW) de energia renovável e irá gerar mais de 600 milhões de quilos de hidrogênio verde por ano. Calcula-se um investimento de US$ 5,4 bilhões.
Fonte: Portal Solar
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