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Aumentos de energia elétrica e gasolina puxam avanço da inflação em maio
Não dá para falar em pressão de demanda, indica o responsável pelo índice de preços do instituto
Publicado em 10/06/2021 às 16h10
Foto Notícia
A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em maio, que acelerou para 0,83%, foi puxada por preços monitorados, especialmente energia elétrica e gasolina, e não dá para falar em pressão de demanda. A avaliação foi feita pelo responsável pelo índice do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Pedro Kislanov, ao apresentar os resultados do mês. A taxa é a maior para o mês desde 1996, quando foi de 1,22%.

"Ainda não dá para falar em pressão de demanda. A alta [do IPCA] resulta de preços monitorados, principalmente energia e gasolina", diz ele. "Apesar de uma certa recuperação econômica, como se viu com o resultado do PIB (Produto Interno Bruto), ainda temos um desemprego elevado e uma renda comprimida."

Ele cita a deflação no grupo de serviços, que foi de 0,15% em maio, após variação de 0,05% em abril. Neste grupo, houve influência da deflação de 28,33% de passagens aéreas, mas também do aluguel residencial (-0,20%).

O preço de energia elétrica subiu 5,37%, enquanto o da gasolina teve alta de 2,87%. O impacto percentual desses itens foi de 0,23 ponto percentual e 0,17 ponto percentual, respectivamente. Isso significa que esses dois itens responderam juntos por 0,40 ponto percentual da taxa de 0,83% do IPCA em maio, ou seja, quase metade da inflação no mês.
Fonte: Valor Investe
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