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Não há mais margem para a quebra mundial de safra
Publicado em 11/06/2021 às 09h00
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A safra mundial de grãos não tem mais margem para quebras. E o milho está no holofote, sendo uma das principais preocupações. É o que mostram os dados desta quinta-feira (10) do Usda, da Conab e do IBGE.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos apontou que o final do período de comercialização da safra 2020/21 dos americanos, que ocorre em 31 de agosto, será com os menores estoques de milho desde 2012/13, quando houve uma quebra histórica provocada por intensa seca.

Serão 28,1 milhões de toneladas, apenas 7,4% do consumo do país. Nos anos recentes, os estoques em final de ano de comercialização superavam 50 milhões de toneladas.

A perigosa redução ocorreu devido ao aumento das exportações, para 72,4 milhões de toneladas, e à alta na utilização do cereal na produção de etanol.

Na safra 2021/22, os estoques também vão continuar apertados, terminando agosto de 2022 em 34,5 milhões de toneladas. Esse volume é suficiente para apenas 34 dias de consumo.

No Brasil, o atraso no plantio e a seca atual está prejudicando a produtividade do milho. A safra, estimada em 108 milhões de toneladas, em março, foi revista e a expectativa, por ora, é de 96 milhões, segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) estima a produção brasileira em 99,2 milhões de toneladas, volume próximo do do Usda, que é 98,5 milhões.

Além de Brasil e Estados Unidos, Argentina e Ucrânia, dois outros importantes produtores mundiais, tiveram redução de safra.

Com isso, os preços do cereal estão bastante valorizados no mercado internacional. Uma das causas são as repentinas importações chinesas, o que deverá continuar na próxima safra.

A produção americana, que foi de 360 milhões de toneladas na safra 2020/21, deverá atingir 381 milhões na próxima. Esse volume, porém, depende de uma revisão de área que será feita pelo Usda no final deste mês.

O milho tem um quadro mundial ajustado. A produção e o consumo mundiais serão de 1,19 bilhão de toneladas na safra 2021/22. Na anterior, o consumo superou em 2,2% a produção.

Quanto à soja, não há grandes novidades nos números do Brasil, cuja produção fica entre 136 milhões e 137 milhões de toneladas. A americana, que foi de 112,5 milhões em 2020/21, deverá subir para 120 milhões na próxima. Há uma preocupação no mercado, no entanto, com a estiagem nas principais áreas de produção do Meio-Oeste.

Uma quebra na safra dos Estados Unidos afetará ainda mais os preços internacionais, uma vez que os estoques americanos deste e do próximo ano estão entre os mais baixos da história do país.

Em 31 de agosto deste ano, os Estados Unidos, segundo maior produtor de soja do mundo, terão apenas 3,7 milhões de toneladas de soja. No mesmo período de 2022, serão 4,2 milhões. Esses volumes são suficientes para apenas 11 e 13 dias de consumo, respectivamente, segundo a AgRural.

O efeito climático adverso nas lavouras de diversos países e os estoques baixos mantêm os preços das commodities agrícolas em alta nas principias Bolsas de negociações.

O cenário de preços só vai ficar mais bem definido com o andamento das safras. Além disso, a presença dos fundos, sempre em busca de melhor rentabilidade, também influenciam o ritmo dos preços.
Fonte: Folha de São Paulo
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