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5G: inserção e competitividade para o agro
Publicado em 23/09/2021 às 17h45
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A já reconhecida e forte presença do agronegócio no PIB nacional tende a se ampliar ainda mais com a expansão da conectividade no campo. O Valor Bruto da Produção Agropecuária, que em 2021 deverá atingir R$ 1,106 trilhão, pode ser incrementado em quase 10% com o aumento no acesso do produtor rural à internet. Mais conectividade no espaço agrícola brasileiro significa um grande salto nos próximos quatro anos, com a instalação de 20 mil torres e antenas neste país continente.

Com essa projeção, a economia agrícola avançaria de uma cobertura digital na casa de 23% da área cultivada, para até 90%, incorporando a nova estrutura com múltiplos tipos de conexão. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) calcula um ingresso direto no agronegócio na escala de R$ 150 bilhões somente no reforço da infraestrutura de conectividade existente. Precisamos de soluções convergentes, sejam elas de banda larga, 5G, 4G, 3G, 2G, satélite, fibra ótica e bandas analógicas, de acordo com as especificidades da cada região.

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, revelou em evento com lideranças do agro nacional que o leilão para implantação do 5G no Brasil deverá eliminar estes gargalos em todos os municípios com mais de 600 habitantes. Existe a perspectiva de que o leilão atraia investimentos de até R$ 45,6 bilhões, sendo aproximadamente 90% não arrecadatórios, ou recursos que deverão ser aplicados diretamente na maior abrangência da conexão, o que aumentará o uso de tecnologia pela agropecuária brasileira.

A expansão da conectividade é um desafio urgente. O secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Mapa, Cleber Soares, equipara este acesso à chegada da energia elétrica aos rincões brasileiros nas décadas de 1970 e 1980. Já conectamos pessoas, principalmente com o 3G e o 4G. Falta-nos conectar todos os setores da economia, especialmente o segmento agrícola.

O crescimento da chamada "internet das coisas" vai aumentar a competitividade do empreendedor rural e impulsionar a agricultura de precisão, permitindo reduções nos custos de produção de maneira sustentável. Na esteira dos benefícios, virão outras vantagens como o uso mais eficiente de fertilizantes, defensivos agrícolas e combustíveis. O leque de conquistas inclui a redução do desmatamento, monitoramento de incêndios e rastreabilidade da produção.

Esta tecnologia será aplicada também nas pequenas propriedades por meio de nossas cooperativas agrícolas e dos técnicos das secretarias estaduais de agricultura, dando aos agricultores a necessária competitividade. Com mais conectividade, todos os fatores convergem para a modernização dos processos estruturais de cultivo e produção. Afirma-se, neste cenário de mobilização de interesses, como nossa grande meta para o futuro. A busca incessante por avanços e inovações tecnológicas é uma vocação natural do agro brasileiro.


Jacyr Costa Filho
Presidente do COSAG- o Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp e sócio da Agroadvice.
Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores, não representando,
necessariamente, a opinião e os valores defendidos pela UDOP.
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