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Novos temores com a Covid-19 derrubam preços mundiais da energia e pressionam cotações do açúcar
Publicado em 22/11/2021 às 07h39
Foto Notícia
Novos temores mundiais, principalmente na Europa, com uma nova onda de covid-19, derrubaram os preços da energia em todo o mundo na última sexta-feira (19), pressionando, inclusive, as cotações do açúcar, cujos preços no maior player, o Brasil, estão diretamente relacionados com o etanol e os preços do petróleo.

Segundo Arnaldo Luiz Corrêa, diretor da Archer Consulting, o petróleo tipo Brent despencou na sexta-feira encerrando a 78.70 dólares por barril totalizando uma queda de 6% no acumulado do mês. "Segundo o jornal The New York Times, o número de novos casos da doença na Alemanha subiu 40% e estão agora no ponto mais alto desde o início da pandemia. Detalhe: 68% dos alemães estão com a vacinação completa. No Brasil, são 61%. O retorno do vírus e o possível lockdown de alguns países europeus alteram completamente a perspectiva acerca da recuperação da economia global e, para o setor, põe em dúvida a estratégia das usinas de favorecer a produção de etanol no início da próxima safra. Vamos ter que lidar uma vez mais com o imponderável", destacou.

A sexta-feira (19) foi de baixa em todos os lotes do açúcar bruto de Nova York. No vencimento março/22 a commodity foi contratada a 19,99 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 19 pontos no comparativo com os preços do dia anterior. Já a tela maio/22 caiu 16 pontos, negociada a 19,73 cts/lb. Os demais contratos recuaram entre 3 e 10 pontos.

Em seu artigo semanal que analisa os preços do açúcar, o diretor da Archer destacou que um executivo de uma usina de alto padrão expressou seu contentamento com o "clima muito favorável com o retorno das chuvas em outubro e em grande quantidade". Na região em que a usina está localizada ele apurou que "em média choveu 250 milímetros em outubro, contra zero no ano passado". Essa quantidade de "chuvas no meio de uma safra cuja colheita estava bem adiantada, pode ser um fator muito positivo para o ano que vem", continua ele.

"Novembro está indo muito bem também, chovendo pouco acima da média e bem mais do que o volume observado ano passado. Estamos ficando mais animados com relação à produtividade da próxima safra, pessoal falando em 10% a mais". Se essa percepção se estender às outras regiões, o spread maio/julho em NY vai começar a refletir rapidamente esse novo possível cenário, destacou o economista da Archer.

Outro fator favorável aos preços do açúcar, segundo a Reuters, foi o relatório da Tropical Research Services (TRS), que apontou que o fornecimento global de açúcar está se estreitando ainda mais, com uma quarta previsão de déficit global sucessiva para a temporada de comercialização de 2022/23.

Açúcar branco

A sexta-feira também foi de baixa nas cotações do açúcar branco, na ICE Futures Europe. O vencimento março/22 foi contratado a US$ 512,60 a tonelada, recuo de 4 dólares no comparativo com os preços da véspera. Já a tela maio/22 caiu 3,80 dólares, com negócios em US$ 512,20 a tonelada. As demais telas recuaram entre 1,90 e 3 dólares.

Açúcar cristal

No mercado doméstico a semana terminou em alta nas cotações do açúcar cristal medidas pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 155,43, valorização de 23 centavos de real, ou 0,15% no comparativo com os preços do dia anterior.
Rogerio Mian
Fonte: Agência UDOP de Notícias
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