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Motoristas de aplicativo podem comprar gasolina a R$ 4,40 nesta quinta-feira (25)
Ação será realizada pelo Observatório Social da Petrobrás (OSP) e Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) em cinco cidades nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Amazonas
Publicado em 25/11/2021 às 08h46
Foto Notícia
Com combustíveis em alta, os motoristas e entregadores de aplicativos poderão comprar gasolina mais barata, com preço cerca de 35% menor, na manhã desta quinta-feira (25). A ação será realizada pelo Observatório Social da Petrobrás (OSP) e Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).

O combustível será vendido a R$ 4,40 o litro, em cinco cidades localizadas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Amazonas. Os municípios de Angra dos Reis, São José dos Campos, Santos, Caraguatatuba e Manaus estão contemplados na ação.

Ao todo, serão 12 mil litros de gasolina comercializados aos trabalhadores de aplicativo que adquirirem um cupom nos locais onde ocorrem as ações. O voucher deverá ser trocado por combustível nos postos parceiros dos sindicatos.

Em média, o litro da gasolina foi comercializado a R$ 6,75 nos postos de abastecimento em todo o país, entre os dias 14 e 20 de novembro, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP).

A iniciativa é chamada de "Dia Nacional da Gasolina sem PPI" e tem o objetivo de chamar a atenção da população para o Preço de Paridade de Importação (PPI), que alinha os preços de produtos aos do mercado internacional.

Segundo o secretário geral da Federação dos Petroleiros, Adaedson Costa, o PPI é o vilão dos preços altos.

"Hoje, produzimos cerca de 80% de todo combustível consumido no Brasil e importamos 20%. Mas, em função do PPI, 100% do combustível é tratado como se fosse importado. Ele é o maior vilão dos preços altos, e não os impostos estaduais", afirma o dirigente.

Um levantamento do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps) mostra que a gasolina poderia ser vendida nas bombas do país a R$ 4,40 se não fosse o Preço de Paridade de Importação. A análise foi feita com base nos custos reais de produção nacional, mantendo o lucro das distribuidoras, revendedoras e da Petrobras.

Atualmente, a Petrobras recebe cerca de R$ 2,33 por litro de combustível vendido, o que corresponde a 34,7% da composição do preço ao consumidor final.

As outras fatias sobre o valor da gasolina são compostas pelo imposto estadual ICMS (26,4%) e participação de distribuidoras e revendedoras, que corresponde a 10,5%.

Outros 10,2% são de impostos federais, como o Cide e Confins, e 18,2% da composição inclui o custo do etanol anidro, que entra como mistura obrigatória na gasolina comercializada nos postos.

A CNN procurou a Petrobras e, em nota, a empresa afirmou que o alinhamento dos preços ao mercado internacional é fundamental para garantir que o mercado brasileiro seja suprido sem riscos de desabastecimento pelos diferentes responsáveis pelo atendimento ao país, como distribuidores e importadores.

"Preços desalinhados ao valor de mercado dos produtos não só comprometem a capacidade de investimento da indústria, o que pode levar à obsolescência e ao desabastecimento, como inviabilizam que importadores e outros refinadores atendam o mercado brasileiro", diz a empresa.
Fonte: CNN Brasil
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