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Selecionar - Quais os cuidados que se deve ter?
Algumas importantes ponderações para se fazer uma boa seleção
Publicado em 25/11/2021 às 17h05
Foto Notícia
Quando vamos comprar sapatos, o que fazemos?

Identificamos qual a nossa necessidade, e mentalmente imaginamos que tipo de calçado adquirir. Vou a um casamento, então quero um par de sapatos social preto, número 40, mocassim, aquele que não precisa amarrar, couro pelica que é mais macio e confortável, bico fino, salto e sola de couro, e o design igual ao que o Brad Pitt estava usando na premiação do Oscar.

Chegamos na loja e identificamos um quase igual, só que não tem preto, tem marrom. Vamos para outra loja, e tem um igualzinho, mas infelizmente não tem o número 40; outra loja, também quase, só que o couro não é pelica. E após uma romaria de lojas encontro o que procuro, perfeito, mas (como sempre tem um "mas"), quando o vendedor me diz o preço, quase caio de costas, está totalmente fora de meu orçamento. Resumo da história, acabo levando outro sapato que não era o que eu queria, mas dentro de minha realidade, que serviu para a minha necessidade, e para minha surpresa, passo a gostar muito desses sapatos e sinto-me feliz quando os uso.

Utilizamos esse exemplo para fazer uma analogia com a busca de um profissional no mercado. Normalmente idealiza-se o profissional ideal que se gostaria de ter, lá está a descrição de cargos, com o perfil ideal (ou imaginariamente ideal), e a partir daí se dá o início da busca do profissional. Aí começam os problemas, que podem ser maiores ou minimizados dependendo da rigidez ou flexibilidade dos profissionais envolvidos no processo (o requisitante e o selecionador da empresa).

Antes de darmos prosseguimento ao desafio dos nossos amigos selecionadores, vamos colocar um pouco de pimenta no tempero; para tal seria interessante analisar o que segue:

As Condições Internas da Empresa - Fazer uma autoanálise e identificar as reais condições que a empresa tem para atrair os profissionais do mercado, tais como: localidade da empresa, recursos de moradia que a(s) cidade(s) próxima(s) oferece(m); custo de vida na região; imagem que a empresa tem no mercado; benefícios que oferece; política salarial e de crescimento profissional; ambiente de trabalho; concorrência de outras empresas na região e se as condições oferecidas são compatíveis; quais as condições de trabalho e de estrutura que se irá oferecer ao profissional; qual o orçamento que dispõe para a aquisição do profissional, e outras peculiaridades da empresa.

A partir desta análise é que se deve montar uma estratégia para fazer uma contratação coerente com a realidade disponível; o correto é buscar um profissional que esteja adequado e se enquadre à realidade constatada.

As Condições Externas - Mercado muito ou pouco aquecido; muita concorrência; escassez de profissionais qualificados. Quando as condições de mercado são as que se apresentam, ter flexibilidade, criatividade e jogo de cintura podem ser uma boa alternativa.

Predisposição Pessoal - Outro fator interessante a se ponderar é o fato de que, via de regra, quando vamos buscar alguém no mercado, esquecemos que um dia tivemos a necessidade de ter uma oportunidade para podermos mostrar do que éramos capazes, e graças a alguém que acreditou em nós e nos deu oportunidade de crescimento, é que chegamos onde estamos agora. Será que quando vamos selecionar alguém, esquecemos o nosso passado?

Bom Senso - Este é um fator relevante; será que quando vamos buscar alguém no mercado, exigimos um "Messi", e oferecemos as condições para se ter um "Biro Biro" (com respeito a este que também foi um bom jogador, porém não ao nível do "Messi").

Alertamos para os cuidados e os riscos de uma seleção super ou subdimensionada, desassociada da realidade externa do mercado e interna da própria empresa; normalmente, a curto ou médio prazo, os resultados costumam ser contrários ao esperado.

Agora que o nosso tempero está devidamente apimentado, e sabemos o sapato que devemos comprar, e o profissional que pretendemos selecionar, vamos à luta, boa compra e boa seleção.


Até a próxima e muita paz!


Renato Fazzolari
Diretor Geral - AGRHO Recursos Humanos, Psicólogo Organizacional, Terapeuta Transpessoal, Professor Universitário (PUC) e Palestrante.
Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores, não representando,
necessariamente, a opinião e os valores defendidos pela UDOP.
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