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Usinas veem conexão entre lavouras e indústria como nova frente de inovação
Publicado em 04/05/2021 às 08h41
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A conexão entre os sistemas já automatizados da produção agrícola e das indústrias de processamento é vista por usinas sucroalcooleiras como a nova demanda por inovação para o setor.

No grupo São Martinho, um dos principais do segmento e que tem suas quatro usinas conectadas em tempo real, o principal desafio de inovação atual é fazer com que a indústria seja adaptada para processar a cana-de-açúcar de acordo com a qualidade que a matéria-prima chega do campo, disse Walter Maccheroni, gerente de inovação da companhia, durante o congresso virtual AGROtic 2021.

"A indústria tem que estar próxima da perfeição para processar a matéria-prima", disse. O ajuste "fino" industrial pode garantir que a perda do açúcar contido na cana recebida seja a menor possível e ganhos de produtividade --- essenciais para uma empresa produtora de commodity. Para caminhar nessa direção, a companhia vê necessidade de integrar os bancos de dados e aprofundar a análise de dados, segundo o executivo.

Essa conexão também é encarada como uma necessidade na Jalles Machado - que, em outra mão, vem investindo na "descomoditização" de seus produtos, se aproximando dos clientes finais. No caso da companhia, a demanda é garantir a rastreabilidade de sua produção, uma informação cada vez mais procurada pelos clientes, disse Joel Soares Alves da Silva, diretor de operações da companhia, que também participou do congresso.

"Estamos introduzindo produtos saudáveis no mercado e o cliente que saber a rastreabilidade. Para isso, dependemos de conectividade", afirmou o executivo.

Atualmente, cerca de 90% da área da Jalles Machado está coberta com sinal de internet e seus equipamentos de colheita, transbordo e transporte de cana (CTT) e de irrigação estão conectados à central de controle. Recentemente, a empresa passou a ter uma torre unificada com os centros de comando em tempo real da área agrícola e da área industrial. "Isso permitiu uma sinergia muito grande", disse Silva.

Em algumas culturas, as tecnologias de rastreabilidade já estão mais maduras. Na soja, por exemplo, já existem tecnologias para rastrear o grão "desde a colhedora até o porto de destino na China", disse Paulo Bernardocki, diretor de Redes e Tecnologia da Ericsson para o Cone Sul da América Latina. "Tem que conseguir que ambientes tenham cobertura e consigam ler os dados que estão disponíveis."

As principais tecnologias de internet das coisas no campo mais exploradas atualmente estão voltadas ao controle de insumos, como de aplicação de fertilizantes de agrotóxicos e gestão de frotas agrícolas. Para Eduardo Polidoro, diretor de IoT da Claro, o próximo passo de inovação é aprofundar a aplicação de tecnologia na própria produção. "É entrar na agronomia em si, usar dados e coleta com sensores para ver o impacto [da tecnologia] no que se produziu, e não só nos insumos", ressaltou.
Fonte: Valor Econômico
Texto extraído do boletim SCA
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