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"Óleo do pré-sal gera 40% menos emissões de carbono", diz presidente da Petrobras
Em evento que discute mercado global de carbono, Ferreira Coelho destaca condições que, em seu ponto de vista, fazem do Brasil uma potência energética
Publicado em 18/05/2022 às 15h34
Foto Notícia
O presidente da Petrobras, José Mauro Ferreira Coelho afirmou nesta quarta-feira (18) que o petróleo oriundo da camada do pré-sal provoca menos emissões de carbono que o habitualmente praticado do setor.

A declaração aconteceu durante participação na abertura de um evento sobre o mercado global de carbono, no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio de Janeiro.

O presidente da companhia lembrou que o Brasil conta com diversas fontes energéticas disponíveis e é uma potência energética, e lembrou que o país tem 85% de fontes renováveis na matriz elétrica e 25% na de transporte.

"O Brasil é uma potência energética, com várias fontes disponíveis: eólica, solar, dominamos o ciclo do urânio, hidrelétrica, biocombustíveis, petróleo e gás. Mas também é referência em energia de baixo carbono. Nosso petróleo na matriz do pré-sal está entre as de menores emissões do mundo. É produzido com 40% menos de emissões do que a média global", afirmou Ferreira Coelho.

Relatório de produção e vendas do primeiro trimestre de 2022 da Petrobras mostra que a produção no pré-sal foi recorde no período, com mais de dois milhões de barris de óleo por dia, o que correspondeu a 72% da produção da estatal no período. No o último trimestre de 2021, o índice era de 71%.

O presidente da estatal reiterou o compromisso da companhia com os termos do Acordo de Paris, para redução de emissões de carbono.

No entanto, destacou que a transição energética não ocorrerá de maneira acelerada, e que os combustíveis fósseis têm contribuição a dar à sociedade nos próximos anos.

"O Brasil está neste momento numa aposição que o mundo quer chegar daqui a 20, 30, 40 anos. Já somos líderes nessa transição energética. O mundo demandará petróleo por décadas. A transição será lenta. Ao produzir petróleo de baixo custo e de baixa emissão, a Petrobras gera divisas relevantes para financiar a própria transição energética e o desenvolvimento socioeconômico brasileiro", disse Ferreira Coelho.

Em comunicado divulgado na terça-feira (17), a Petrobras já havia destacado que o petróleo do pré-sal tem baixo teor de enxofre, o que o torna menos poluente. Com essa característica, produz derivados de qualidade superior, como o diesel S-10 e o bunker, combustível marítimo.

O dirigente destacou que a transição energética muda o ambiente de negócios para a companhia, que precisa apurar sua percepção do ecossistema industrial para tirar proveito das mudanças, aproveitando as vocações oferecidas pelo Brasil.

"(É) Criação de competências para aproveitar as oportunidades de novos negócios associados a transição energética. Isso nos traz desafios, mas também oportunidades. Análise de novos negócios contribuindo para sustentabilidade da companhia a longo prazo. Um exemplo é a produção de biocombustíveis avançados, algo previsto em nosso planejamento estratégico. Produção de combustíveis mais modernos como o bioquerosene de aviação", concluiu o presidente da empresa, durante o evento.

No comunicado distribuído na véspera, a empresa destacou ainda que as características do pré-sal brasileiro fazem com que ele apresente o que chamou de alto rendimento de derivados médios.

Condição que favorece à produção de querosene de aviação, um combustível de maior valor agregado. As características também seriam, segundo a Petrobras, favoráveis para a produção de mais derivados com menor quantidade de petróleo.
Fonte: CNN Brasil
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