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Economia tem mais de 40 propostas para biometano no Combustível do Futuro
Publicado em 19/05/2022 às 09h29
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O Ministério da Economia deve entregar nas próximas semanas um plano com 44 propostas de mudanças regulatórias com foco no biogás e biometano no projeto Combustível do Futuro (CF). As medidas fazem parte dos "corredores sustentáveis".

Em junho, os grupos de trabalho do Combustível do Futuro, projeto coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), devem concluir suas atividades com a apresentação de um projeto de lei ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

No MME, estão sendo discutidos ciclo otto, captura de carbono, combustíveis sustentáveis de aviação e marítimo.

O ciclo diesel e o biometano ficaram com a Economia, que desenha uma proposta de corredores sustentáveis.

Glenda Bezerra, secretária de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação do ME, afirma que a iniciativa foca os requisitos mínimos para viabilizar o mercado nacional de gás veicular.

Ela participou nesta quarta (18/5) de um evento das Frentes Parlamentares da Economia Verde e Sucroenergética, com a Abiogás (associação do setor de biometano).

Segundo Glenda, o resultado do trabalho que será apresentado pelo ME foi organizado em três pilares: eficiência e produtividade da cadeia logística, mapeamento e implantação dos corredores sustentáveis no Brasil, e a proposta 30-30-10, isto é, uma infraestrutura de baixo carbono 30% mais eficiente, com custo de aquisição no máximo 30% superior aos veículos convencionais e que o custo de operação seja, ao menos, equivalente nos próximos dez anos.

No primeiro pilar, de eficiência e produtividade, a pasta vai apresentar um plano com 44 ações, entre elas:

Desoneração do capex para usinas de biometano;

Redução a zero do imposto de importação de máquinas e equipamentos sem similar nacional utilizadas nas usina

Incentivos para acelerar a inserção de caminhões e ônibus movidos a novas tecnologias de propulsão, como GNV, GNL, biometano, híbrido, elétrico, e célula de hidrogênio;

Incentivos para a tecnologia flex para veículo pesados diesel-GNV;

Implantação solução turnkey de mobilidade, em que a empresa funcionará como uma locadora de ônibus, incluindo manutenção, e o sistema completo de abastecimento;

Desenvolvimento de parâmetro para compra de energia (power purchase agreement, PPAs) de biometano;

Calculadora do consumidor: desenvolvimento de uma estratégia de comunicação sobre a precificação do gás.

A Associação Brasileira de Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) e a Abiogás anunciaram nesta quarta-feira (18/5) a criação de um grupo de trabalho para impulsionar o uso de biometano pelas concessionárias estaduais de gás natural.

Atualmente, a produção brasileira de biometano é da ordem de 400 mil metros cúbicos diários (m3/dia), mas a Abiogás estima que esse volume deve crescer significativamente nos próximos anos.

Para as distribuidoras, o produto desponta como uma oportunidade de diversificação da base de suprimento, num momento em que os preços do gás natural de origem fóssil sobem, impactados pela alta do preço do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) no mercado internacional.

O primeiro projeto de injeção do biometano na rede de distribuição, no Brasil, foi desenvolvido no Ceará em 2018. Hoje, o gás renovável representa quase 15% do volume distribuído pela Cegás.

Montadoras distantes de 1,5°C. Grandes montadoras do setor automotivo não estão cumprindo a meta climática de produção de veículos elétricos, aponta uma pesquisa do think tank InfluenceMap.

Segundo relatório publicado na terça (17/5), o envolvimento da política climática das empresas avançou pouco entre 2020 e 2022, com algumas montadoras apoiando regulamentações climáticas mais ambiciosas do que seus pares.

O InfluenceMap avaliou o engajamento climático de doze montadoras --- entre elas Mercedes-Benz, Tesla, Honda, Renault e BMW --- comparado aos indicadores de produção futura dessas empresas reunidos pela consultoria IHS Markit até 2029.

No momento, apenas a Mercedes-Benz e a Tesla parecem estar alinhadas com a tendência de 1,5º C da IEA para produção de veículos com emissão zero até 2029.

A ação exige que 57,5% de todas as vendas de veículos sejam com emissão zero até 2030. Entre as empresas analisadas, a Toyota ficou com o pior engajamento com relação às políticas climáticas.
Fonte: Epbr
Notícias de outros veículos são oferecidas como mera prestação de serviço
e não refletem necessariamente a visão da UDOP.
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