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Governo aposta em PEC dos combustíveis para conter alta dos preços
Publicado em 28/06/2022 às 10h38
Foto Notícia
Depois de baixar na marra a alíquota do ICMS cobrado pelos estados sobre combustíveis e energia elétrica, o governo segue em seu malabarismo para conseguir reduzir o preço da gasolina e do diesel antes das eleições.

A aposta do momento para baratear os combustíveis no curto prazo é a aprovação da tal "PEC dos combustíveis", um pacotão de medidas que prevê desde um aumento de R$ 200 para os beneficiários do Auxílio Brasil até a criação de um "vale-diesel" de R$ 1.000 para os caminhoneiros. Outra medida é um reajuste no vale-gás para famílias mais pobres, que passarão a receber R$ 120 a cada dois meses. O custo total está estimado em quase R$ 35 bilhões. CNN Brasil, epbr e Valor repercutiram essa movimentação.

Enquanto isso, os estados seguem irritados com a falta de compensação para as perdas de arrecadação causadas pela redução do ICMS. O governo do estado de São Paulo foi um dos primeiros a anunciar nesta 2a feira (27/6) a redução da alíquota do imposto de 25% para 18%. De acordo com o Palácio dos Bandeirantes, a medida resultará numa perda anual de R$ 4,4 bilhões aos cofres paulistas. Por outro lado, a expectativa é que o preço da gasolina fique em torno dos R$ 6,50 o litro nos postos de SP, ao menos no curto prazo, abaixo do preço médio atual de R$ 6,97. "Nós temos uma política de preços que é da Petrobras, que é nacional, portanto o governo de SP aplica essa redução nas alíquotas comprometendo investimentos na saúde, educação e outras áreas", lamentou o governador Rodrigo Garcia. g1, Poder360, UOL e Valor destacaram a notícia.

Já o Estadão informou que o volume de importação de diesel tem aumentado nos últimos tempos, reflexo da escalada dos preços internacionais do petróleo e do vai-e-vem do governo federal em medidas para aliviar a alta dos combustíveis. O número de licenças concedidas pela ANP saltou de uma média de 36 por mês no 1o trimestre do ano para 433 em maio. Muitas distribuidoras estão optando por antecipar a compra do diesel para utilização nas safras do 2o semestre para evitar um preço mais caro e reduzir eventuais prejuízos com um eventual controle de preços pelo governo.
Fonte: ClimaInfo
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