Este site utiliza cookies para garantir que você obtenha a melhor experiência. Ao continuar navegando
você concorda com nossa política de privacidade. Política de Privacidade

Petróleo cai com temores de recessão pesando mais que restrição de oferta
Publicado em 04/07/2022 às 09h09
Foto Notícia
O petróleo registrava queda nesta segunda-feira pela manhã na Ásia, com os temores de uma desaceleração econômica pensando mais que a restrição de oferta por parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

O petróleo Brent recuava 0,77%, a US$ 110,79, às 5h55 (horário de Brasília), e o petróleo WTI cedia 0,73%, a US$ 107,66, no mercado futuro.

"O que está contento a alta dos preços do petróleo são os temores de uma recessão. A alta de juros e a forte queda na confiança dos consumidores norte-americanos prejudicaram a perspectiva de demanda por combustíveis, enquanto dados mostram uma melhora na capacidade das refinarias de petróleo dos EUA", afirmou Tina Teng, analista da CMC Markets, à Reuters.

"Além disso, um dólar forte também enfraquece os mercados de commodities de maneira geral, inclusive os preços do petróleo".

Nos EUA e em outras partes do mundo, sinais de fraqueza econômica estão ficando mais aparentes, como o sentimento dos consumidores americanos, que atingiu uma mínima recorde em junho. O Federal Reserve reiterou, na semana passada, sua determinação de trazer a inflação para baixo, aumentando as preocupações com uma recessão, após as elevações de juros.

A oferta de petróleo permanece pressionada. A produção dos 10 membros da Opep, em junho, registrou queda de 100.000 barris por dia (bpd), para 28,52 milhões de bpd, ficando abaixo do aumento prometido de cerca de 275.000 bpd, de acordo com a Reuters.

"Os mercados de energia continuam repletos de riscos específicos de oferta, deixando as posições de venda bastante desconfortáveis", afirmou Tobin Gorey, analista de commodities do Commonwealth Bank, à Reuters.

Quedas de produção na Nigéria e na Líbia neutralizaram a maior oferta da Arábia Saudita e de outros produtores. A Líbia, especificamente, enfrenta transtornos maiores de produção devido a distúrbios políticos, o que fez com que a Opep não conseguisse cumprir sua promessa de aumento de produção, explicaram analistas da ANZ Research em nota.

As exportações da Líbia recuaram para a faixa de 365.000 a 409.000 bpd, uma queda de cerca de 865.000 bpd em comparação com os níveis normais, informou a National Oil Corp na semana passada.
Fonte: Investing.com
Notícias de outros veículos são oferecidas como mera prestação de serviço
e não refletem necessariamente a visão da UDOP.