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Preços do açúcar no BR caíram mais de 10% desde o início da safra 2022/23
Mesmo sem referência da Bolsa de Nova York, Londres termina sessão desta 2ª feira com alta expressiva
Publicado em 04/07/2022 às 16h13
Os preços do açúcar cristal no mercado brasileiro caíram mais de 10% desde o início da safra 2022/23 (março-abril) do Centro-Sul do Brasil, ficando em cerca de R$ 125 a saca de 50 kg, segundo o indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea, da Esalq/USP).

Na última sexta-feira (1º), o Indicador Cepea/Esalq do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, caiu 0,18%, negociado a R$ 126,83 a saca de 50 kg.

"As quedas são atribuídas ao fato de algumas usinas terem reduzido os preços, principalmente do produto Icumsa 180, porque sua oferta é maior no mercado spot", destacou em nota o Cepea.

"Já a oferta de Icumsa 150 é mais limitada e os preços são firmes. Com relação às compras, a inflação e os juros altos vêm desestimulando o setor", complementou.

Somente na primeira quinzena de junho, os preços médios do açúcar cristal caíram quase 3%, patamar que não era observado desde meados de agosto de 2021, em termos nominais. Ainda assim, as vendas no spot compensavam mais do que as exportações.

Já nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, o açúcar ficou cotado a R$ 154,37 a saca e alta de 0,29%, segundo dados levantados pela consultoria Datagro. O açúcar VHP, em Santos (SP), tinha no último dia de apuração o preço FOB a US$ 18,98 c/lb e queda de 4%.

Na última semana, os preços do açúcar também recuaram nas bolsas externas. Hoje (04), a Bolsa de Nova York não teve negociação por conta do feriado da Independência. Sem sua principal referência, Londres saltou expressivamente nesta sessão.

O açúcar branco encerrou o dia com alta de 1,04%, a US$ 534,50 a tonelada no terminal londrino.

O mercado externo do branco se recuperou de parte das perdas da última semana operadores de olho nas informações do mercado financeiro. O petróleo subia em meio preocupações com a oferta do óleo, além de desvalorização do dólar sobre o real, o que impacta as exportações.

Por outro lado, há atenção para a safra do Centro-Sul, que avança.
Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas
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