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Incerteza ronda safrinha de milho do Brasil por perdas na soja e tributo em MT  

06/02/2019 - As perspectivas favorveis para a segunda safra de milho do Brasil, a safrinha, comeam a se turvar diante de incertezas quanto ao desenrolar climtico, aps a seca e o intenso calor castigarem a soja, ao passo que uma nova tributao em Mato Grosso enfurece produtores, com impacto maior previsto na semeadura de 2020.

Por ora, a avaliao entre especialistas e produtores ouvidos pela Reuters de que a janela para o plantio do cereal permanece favorvel, uma vez que a colheita de soja avana a passos largos --na segunda safra, o milho plantado aps a retirada da oleaginosa dos campos. Mas preocupaes aparecem, com o clima ainda irregular em partes do pas.

"Estamos pensando em dar uma alongada nos materiais para dar tempo de se recuperar (a condio climtica)... H risco de se reduzir a rea (de milho), mas depende do clima", afirmou Joo Carlos Ragagnin, que cultiva 8,2 mil hectares em Gois, o quarto maior Estado produtor de milho safrinha do Brasil.

O Brasil o terceiro maior produtor de milho e o segundo maior exportador do cereal, tendo na safrinha o grosso da produo anual. Conforme o levantamento mais recente da Conab, a segunda safra em 2018/19 deve alcanar 63,7 milhes de toneladas, ou cerca de 70 por cento do total esperado.

"Tem gente diminuindo a rea", disse Flvio Faedo, produtor de soja e milho na regio de Rio Verde (GO).

Segundo ele, h quem destinar maior parcela de rea que inicialmente seria destinada ao milho para outros tipos de culturas de rotao, como crotalria. Ele prprio disse que, aps 2,2 mil hectares com soja, semear em torno de 75 por cento disso com milho --o restante deve ser ocupado com capim braquiria.

Os comentrios vo ao encontro do que o presidente da Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo), Antonio Chavaglia, disse na semana passada Reuters, de que o plantio da segunda safra na regio ainda est em aberto aps o tempo adverso.

No sudeste de Mato Grosso, a preocupao a mesma --o Estado o maior produtor brasileiro de milho.

"Em uma normalidade, a plantadeira acompanha a colheitadeira, mas neste ano est truncado...", comentou Gilmar Provin, supervisor comercial da Cooaprima, cooperativa agropecuria de Primavera do Leste (MT), cujo quadro de quase 100 cooperados planta 120 mil hectares de soja e 83 mil de milho.

"Vai ter problema", frisou Provin na semana passada, durante trecho da expedio tcnica Rally da Safra, organizado pela Agroconsult e acompanhado pela Reuters, entre os Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Gois. Ele lembrou que alguns agricultores esto "plantando no p", em reas secas.


Preocupao

"Esses problemas que tivemos na soja deixam o produtor mais receoso. Mas ainda temos uma boa janela para o milho. O que vemos que os produtores atrasaram a negociao de insumos para a safrinha", afirmou Adriano Gomes, analista da AgRural.

Maior exportador mundial de soja, o Brasil deu incio ao plantio em setembro do ano passado com condies extremamente favorveis, levando o mercado a apostar em uma safra recorde bem superior a 120 milhes de toneladas. Mas a estiagem e as altas temperaturas a partir de dezembro fizeram as previses serem cortadas, com a Aprosoja Brasil prevendo uma quebra de 16 milhes de toneladas.

"A melhor janela (de plantio) vai at o final de fevereiro. Se o clima no ajudar, se no for favorvel... pode haver alguma reviso. Acredito que essa preocupao exista, sim. Por causa da quebra na soja, (o produtor) vai estar de olho, porque a safrinha mais arriscada", disse a analista Ana Luiza Lodi, da INTL FCStone, lembrando que o milho safrinha se desenvolve em um perodo de sazonal diminuio de chuvas.


Presso frente

Modelos climticos apontam para chuvas irregulares em algumas regies produtoras de milho safrinha do Brasil.

De acordo com o agrometeorologista Marco Antonio dos Santos, da Rural Clima, fevereiro e maro devero ser de chuvas mais dentro da mdia nas faixas central e norte do Brasil.

"Mas para o sul do Brasil, estou com medo de maro, pois indica um ms com chuvas mais irregulares sobre o Paran e o sul de Mato Grosso do Sul. Vai pegar, infelizmente, a fase de pegamento de milho... Acendeu um alerta e est piscando forte", destacou.

Essa rea do Brasil mencionada por Santos foi, por sinal, a mais castigada pela estiagem que afetou a soja.

"Caso se confirme isso, seria a terceira safra consecutiva de perdas no Paran", disse o agrometeorologista, lembrando de problemas climticos em anos anteriores.

Nesta semana, o Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado Secretaria de Agricultura paranaense, citou certo estresse sobre o milho de segunda safra j plantado em Umuarama, no centro-oeste do Estado, bem como sobre a semeadura em Apucarana, no centro-norte, por falta de chuvas.


Tributao

Alm do clima, produtores de Mato Grosso tambm esto preocupados com a incluso do milho entre os produtos tributados pelo Fethab, um fundo criado em 2000 e voltado a investimentos em habitao e transporte. A medida relativa ao cereal foi aprovada no fim do ms passado.

A base de clculo do Fethab a Unidade Padro Fiscal (UPF), um indexador que corrige taxas cobradas pelo Estado. No caso do milho, o recolhimento ser de 6 por cento do valor da UPF por tonelada enviada tanto a outras partes do pas quanto ao exterior.

Como Mato Grosso um exportador, na prtica haver uma incidncia de 50 centavos de real por saca de milho enviada, alm do Funrural, o nico tributo que incidia sobre o cereal at ento, disse o vice-presidente da Aprosoja-MT, Fernando Cadore.

Para ele, a cobrana tende a desestimular o plantio da safrinha do ano que vem, j que a deste est praticamente planejada. Mesmo assim, h riscos.

"Pode respingar em alguma rea adjacente, de milho tardio... Da o produtor pode expandir menos a rea, fazer rotao de cultura", explicou.

Segundo Cadore, reas do mdio-norte do Estado seriam as mais impactadas, j que por estarem mais longe dos centros de exportao no Sul e Sudeste, arcariam com custos ainda maiores.

"A partir de 2020 isso pode inviabilizar o plantio da safrinha", comentou.

Na mais recente mudana relativa ao Fethab, a tributao da soja sofreu pouca alterao, disse Cadore, ficando em 1,70 real por saca.

Jos Roberto Gomes
Fonte: Reuters
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