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Como funciona o novo óleo para carros que te faz economizar combustível
Publicado em 03/04/2025 às 09h15
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Novos óleos API SQ/ILSAC GF-7 têm mudanças especialmente úteis a híbridos e carros 1.0 turbo nacionais
Imagem: Divulgação
Os limites cada vez mais rígidos para emissões de poluentes vêm exigindo mudanças criativas nos motores a combustão. Uma das soluções encontradas acaba de chegar ao Brasil e se trata dos novos óleos lubrificantes otimizados para carros híbridos e para modelos 1.0 turbo.

Os novos lubrificantes se diferem por atender às novas especificações API SQ e ILSAC GF-7: são padrões internacionais de óleos, adotados pelas montadoras em diferentes continentes. As especificações foram atualizadas por órgãos especializados para ajudar na diminuição dos poluentes emitidos não só pelos híbridos, mas pelos carros turboflex, por exemplo.

O segredo da melhora está na formulação química dos óleos, que mudou, principalmente, a fim de reduzir o atrito dos componentes do motor, fazem com que o veículo consuma mais. Dessa forma, a energia gerada pela queima do combustível é melhor aproveitada e, por consequência, polui menos.

A Vibra (antiga Petrobras Distribuidora) foi a primeira a lançar óleos do tipo API SQ/ILSAC GF-7, que chegaram às lojas nessa semana. A marca promete economia de combustível de até 5%, e diz que o produto melhora em 70% a proteção contra corrosão dos componentes.

Os novos óleos vieram após estudos específicos para o mercado nacional e são compatíveis com boa parte dos automóveis vendidos nos últimos, mas a adoção depende de cada marca.

Uma utilidade extra em carros com sistema start-stop, por exemplo, é a redução da formação de gel a partir do óleo (gelificação), graças à estrutura molecar do produto, que também reduz o acúmulo de sujeira no principal no sistema de propulsão.

Por mais que sejam padrões internacionais, os novos óleos API SQ e ILSAC GF-7 têm ainda outra vantagem no Brasil, onde os motores 1.0 turboflex são cada vez mais populares e o Proconve L8 — oitava fase do cronograma de despoluição dos carros zero-km — acaba de entrar em vigor, bem mais rígido que o PL7.

Isso porque as novas fórmulas protegem significativamente contra a chamada pré-ignição em baixas velocidades, mais comum em motores pequenos e turbinados e causa prejuízos significativos.

Ligada ao famoso som de "batida de pino", tal falha é capaz de destruir o motor, seja derretendo velas de ignição, furando os pistões ou quebrando o virabrequim. Cientistas já previam que mudanças nos óleos poderiam resolver o problema, e é isso o que também se espera com a nova fórmula à venda nas oficinas brasileiras.
Eduardo Passos
Fonte: UOL
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