União Nacional da Bioenergia

Este site utiliza cookies para garantir que você obtenha a melhor experiência. Ao continuar navegando
você concorda com nossa política de privacidade. Política de Privacidade

Plantio do milho ganhou ritmo na última semana, mas ainda há riscos para produtividade
Janela está perto do fim em algumas regiões e o clima já começa a preocupar em outras
Publicado em 26/02/2025 às 08h16
Foto Notícia
Os trabalhos de plantio da segunda safra de milho passaram da metade das áreas estimadas no Brasil e atingiram 53,6% até o último domingo (23), de acordo com os dados de acompanhamento de lavouras da Conab. 

As atividades tiveram grande evolução nesta última semana, saindo dos 35,7% e saltando 17,9 pontos percentuais em apenas 7 dias. Mesmo assim, os trabalhos de campo seguem atrasados com relação à safra passada, quando 59% da área já estava semeada até o dia 24 de fevereiro. 

Entre os estados mais avançados no plantio estão Mato Grosso (67,7%), Paraná e Goiás (56%), Tocantins (50%), Maranhão (30%), Mato Grosso do Sul (27%), Piauí (26%) e Minas Gerais (21,4%). 

Os dados levantados pelo Imea para o Mato Grosso, mostram plantio atingiu 67,15% do total estimado até a última sexta-feira (21), um salto de 22,2 pontos percentuais em apenas uma semana, mas atraso de 13,23 p.p. com relação ao mesmo período da safra passada. 

Os técnicos do Imea apontam que esse atraso é “devido, sobretudo, ao atraso na colheita da soja, o que impactou diretamente o cronograma das lavouras”. 

“Houve um atraso já no plantio da soja, um alongamento no ciclo da cultura no estado e agora atrasos na colheita, tudo colaborou para o atraso no plantio do milho. Estamos ainda com bastante milho para ser plantado e já estamos em uma janela de risco. Falta ainda, tranquilamente, 30% de milho para ser plantado e vai ter muito milho fora da janela esse ano por aqui”, conta Silvésio de Oliveira, Produtor Rural em Tapurah/MT. 

Na visão do Superintendente do Imea, Cleiton Gauer, 75% das áreas de milho do Mato Grosso devem ser semeadas dentro da janela indicada para a cultura, que se encerra no dia 28 de fevereiro, deixando os 25% restantes para um período de maior risco.  

“É um ponto de atenção, mas não é um prego na cruz que vá definir uma má produtividade. Vamos ter uma boa parte das áreas que vai precisar de uma quantidade maior de chuva no final do ciclo. É um desafio de como as chuvas vão se comportar, principalmente, lá em meados da segunda quinzena de abril, período que vai ser decisivo para formação e conclusão dessa produtividade da segunda safra do estado”, afirma Gauer. 

Desafios de Clima 

Mesmo nas áreas que conseguiram ser semeadas dentro da janela ideal, há preocupação com relação às condições de clima para o desenvolvimento das lavouras. 

O Paraná já tem 65% de área semeada até a última segunda-feira (24), de acordo com o último levantamento divulgado pelo Deral, com algumas regiões já bem mais adiantadas do que outras. 

“A região Noroeste e parte da Sudoeste é onde a colheita está mais adiantada, em torno de 90%, com 85% do milho já plantado e devem acabar os trabalhos ainda dentro do mês de fevereiro. As outras regiões, ou não cultivam o milho ou têm um período de plantio mais alongado por serem áreas mais quentes”, explica o Presidente da Aprosoja PR, Eduardo Costa Cassiano. 

Porém, mesmo com o plantio ficando dentro da janela ideal nesta temporada, já há preocupação no estado com relação ao clima para o desenvolvimento dessas áreas. 

“Neste momento chove na fazenda dentro de um talhão e em outro não, não tivemos ainda chuvas gerais que pegaram toda a região. Numa propriedade nossa tivemos 79 mm e na outra 7 mm acumulados na última semana, é uma variação muito grande. Até aqui os milhos estão germinando bem e torcemos para uma melhora do clima. A partir de março temos previsões de chuvas mais regulares”, aponta Cassiano. 

Essa situação é realidade também na região paranaense de Palotina. O Presidente do Sindicato Rural do município, Edmilson Zabot, conta que os produtores já estão se preocupando com possíveis perdas diante da falta de chuvas. 

“Começamos com uma janela excelente já no final de janeiro, mas no mês de fevereiro as chuvas deram uma reduzida e alguns produtores tiveram problemas de estande que nasceu mal. De um modo geral, a cultura nasceu bem e está com um bom estande, mas voltamos a nos preocupar. Em 10 ou 15 dias, se não houver regularização nas chuvas, nós já podemos tranquilamente começar a computar perdas na produção”, alerta Zabot. 

 
Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas
Fique informado em tempo real! Clique AQUI e entre no canal do Telegram da Agência UDOP de Notícias.
Notícias de outros veículos são oferecidas como mera prestação de serviço
e não refletem necessariamente a visão da UDOP.
Mais Lidas